Trump critica aliados europeus e Espanha por guerra contra o Irã, mas Alemanha apoia derrubada de regime

EUA e Alemanha em sintonia contra regime iraniano, mas com pedidos distintos

Em coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, para discutir a guerra contra o Irã e outras pautas bilaterais. Durante o encontro, Trump não poupou críticas a aliados europeus, especialmente à Espanha, que proibiu o uso de suas bases militares para operações americanas no conflito. O líder americano chegou a ameaçar impor um embargo comercial ao país europeu em resposta à decisão. Trump destacou a Alemanha como uma nação “amiga”, em contraste com outras nações europeias que, segundo ele, não têm contribuído ativamente para a guerra.

Trump revela motivos para ataque ao Irã e exalta poderio militar dos EUA

Pela primeira vez, Donald Trump afirmou que a operação militar contra o Irã foi deflagrada após indícios de que o país “atacaria primeiro”. Em resposta a questionamentos da imprensa sobre uma possível pressão de Israel para o início da guerra, o presidente negou veementemente. Trump aproveitou para exaltar o poderio das Forças Armadas americanas, que, em sua visão, já teriam destruído “as defesas aéreas, a Força Aérea, a Marinha e grande parte da liderança” iraniana nos ataques iniciais.

Alemanha pede desescalada e fim rápido do conflito no Irã

O chanceler alemão, Friedrich Merz, expressou que seu governo está “em sintonia” com o presidente Trump quanto à intenção de derrubar o regime iraniano. No entanto, Merz fez um apelo por uma desescalada do conflito e pediu que a guerra termine o mais rápido possível. “Esperamos que esta guerra termine o mais rápido possível”, declarou Merz. “Portanto, esperamos que os exércitos israelense e americano estejam fazendo o que é certo para pôr fim a isso e para que, de fato, um novo governo assuma o poder, trazendo de volta a paz e a liberdade”. Merz é a primeira autoridade estrangeira a se encontrar pessoalmente com Trump desde o início da guerra.

Trump minimiza ascensão de príncipe exilado e avalia “pior cenário” para o Irã

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi assumir o governo do Irã, Trump minimizou a probabilidade, preferindo que um líder “de dentro do Irã” assuma o comando. “Algumas pessoas gostam dele, e não temos pensado muito nisso”, disse Trump, acrescentando que “parece-me que alguém de dentro seria mais apropriado”. O presidente também abordou o “pior cenário” da guerra, que seria a ascensão de um líder “tão ruim quanto o anterior” após os esforços americanos. Trump reconheceu que o aumento do preço do petróleo é “inevitável” no início do conflito, mas previu quedas após o fim das hostilidades.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

By admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *