Vendas de Jogos Físicos nos EUA Caem para Menor Patamar Desde 1995, Indicando Mudança de Era

Declínio Constante Atinge Mínima Histórica

Os gastos com jogos em mídia física nos Estados Unidos registraram uma queda de 11% em 2025, atingindo o menor valor desde 1995, conforme revelou Matt Piscatella, diretor sênior e conselheiro da indústria de videogames na Circana. Apesar de o declínio ser menor que o observado em 2024 (28%), o montante total investido em jogos físicos no país somou apenas US$ 1,5 bilhão, um marco que não era visto há quase três décadas.

A Ascensão do Digital e o Declínio da Mídia Física

Desde a introdução das lojas de jogos digitais na sétima geração de consoles, a mídia física tem enfrentado uma batalha constante contra a conveniência dos downloads. A facilidade de acesso e a ausência de necessidade de espaço físico para armazenamento impulsionaram o mercado digital, mesmo com as preocupações sobre licenciamento e DRM (gestão de direitos digitais).

Pico Histórico e a Influência do Nintendo Switch 2

O auge das vendas de jogos físicos nos EUA ocorreu em 2008, quando o setor faturou impressionantes US$ 11,6 bilhões. Desde então, a tendência tem sido de queda anual. Curiosamente, o lançamento do Nintendo Switch 2, apesar de polêmicas envolvendo os Game-Key Cards, é citado por Piscatella como um fator que ajudou a amenizar a queda em 2025, sugerindo que alguns consumidores ainda valorizam o formato físico.

Geração Z e a Nostalgia Analógica: Uma Rebeldia Cultural?

Uma matéria recente do Los Angeles Times destacou que a Geração Z estaria revitalizando o mercado de mídia física para música e filmes, encarando a posse de itens tangíveis como um ato de rebeldia cultural. Piscatella concorda que há um interesse crescente em dispositivos analógicos e não conectados entre os jovens, mas pondera se essa tendência representa uma “mudança drástica” para o mercado de games, algo que ele não vê com clareza no momento. A Sony e a Microsoft, por sua vez, continuam apostando em serviços de streaming, nuvem e consoles sem leitor de disco, reforçando a aposta no futuro digital.

Fonte: canaltech.com.br

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