Morre Débora Cruz, talentosa cantora e sobrinha de Arlindo Cruz, aos 45 anos no Rio de Janeiro
Artista, que vinha enfrentando um AVC, era filha do compositor Acyr Marques e conhecida por sua voz marcante no samba e em corais gospel.
A cena musical brasileira lamenta a perda da cantora Débora Cruz, que faleceu na tarde desta terça-feira (21) no Rio de Janeiro, aos 45 anos. A notícia foi confirmada por seu primo, o cantor Arlindinho, através de uma postagem emocionante nas redes sociais. “Hoje a nossa família se despede da sua voz mais linda”, escreveu Arlindinho, expressando a dor da família.
Trajetória musical marcada por samba e fé
Débora Cruz, sobrinha do icônico Arlindo Cruz e filha do renomado compositor Acyr Marques (1953-2019), construiu uma carreira sólida e respeitada. Sua jornada musical teve início na infância, em corais de igrejas evangélicas, onde sua voz começou a despontar. Além de sua trajetória solo, Débora também atuou como backing vocal para grandes nomes do samba, como Xande de Pilares, Reinaldo, Beleleu e seu tio Arlindo Cruz, emprestando sua voz a diversas gravações.
Passagem por grandes escolas de samba e reinterpretação do legado paterno
A cantora também deixou sua marca em importantes escolas de samba do Rio de Janeiro, tendo passado pela Arranco de Cascadura, Mocidade Independente de Padre Miguel e, mais recentemente, pela Unidos do Viradouro, onde atuava como cantora de apoio nos desfiles. Nas rodas de samba cariocas, Débora era conhecida por resgatar e interpretar as composições de seu pai, Acyr Marques, como “Coisa de Pele” (em parceria com Jorge Aragão), “Insensato Destino” (gravada por Almir Guineto) e “Casal Sem Vergonha” (composta com Zeca Pagodinho).
Causa da morte e comoção no meio artístico
Embora a causa exata da morte não tenha sido divulgada, Débora Cruz estava internada desde o início de julho, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A notícia de seu falecimento gerou uma onda de comoção entre artistas e amigos do meio musical. “Meu Deus, que tristeza”, lamentou a cantora Teresa Cristina. Sua prima, Flora Cruz, expressou sua desolação: “Eu tô desolada. Inacreditável, meu Deus”. A partida de Débora deixa um vazio significativo na música brasileira.
Fonte: jovempan.com.br
