Ameaça de Sanções e Isolamento Internacional
A deputada republicana María Elvira Salazar, próxima ao ex-presidente Donald Trump, sinalizou que a Nicarágua pode se tornar o próximo alvo de sanções e pressão por parte dos Estados Unidos. A declaração surge como resposta direta ao anúncio do ditador Daniel Ortega de suspender as eleições no país, medida vista como uma tentativa de consolidar o controle do partido governista.
Ortega Retira Direito de Voto: Uma Declaração de Guerra ao Povo
Em sua conta nas redes sociais, Salazar classificou a atitude de Ortega como um ato de desespero de um “ditador comunista” que teme ser deposto pelo próprio povo. “Quando um ditador comunista sabe que o povo o destituiria do poder, ele retira o direito ao voto”, afirmou a congressista. Ela acrescentou que a “repressão, medo e força se tornam a única maneira de se manter no poder” e que o regime de Ortega-Murillo “declarou guerra ao direito do povo nicaraguense de escolher seu próprio futuro”.
EUA Devem Intensificar Pressão, Diz Salazar
Diante do cenário, a deputada defende uma postura firme dos Estados Unidos. “Os EUA devem se posicionar inequivocamente ao lado do povo da Nicarágua, aumentar a pressão sobre esse regime desprezível e garantir que os responsáveis por seus crimes sejam responsabilizados”, declarou. Salazar fez um paralelo com outros regimes autoritários, citando a detenção de Nicolás Maduro na Venezuela, a morte do aiatolá Ali Khamenei no Irã e o indiciamento de Raúl Castro em Cuba como exemplos de que “um a um, os ditadores da era passada estão respondendo por seus crimes”.
Nicarágua na Mira Após Cuba
A declaração de Salazar “Depois de Cuba, a Nicarágua será a próxima” reforça a ideia de que a política externa americana, sob uma potencial nova administração republicana, pode focar em isolar e pressionar regimes considerados hostis ou autoritários na América Latina e em outras regiões. O contexto se insere em um debate mais amplo sobre a influência de potências como China e Rússia na América Latina, com os EUA buscando ampliar investimentos para contrapor essa expansão.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br