Governo Chileno Retira Apoio à Candidatura de Michelle Bachelet para Chefia da ONU

Mudança de Rumo na Política Externa

O governo do Chile, sob a liderança do presidente conservador Gabriel Boric, anunciou nesta terça-feira (24) a retirada de seu apoio à candidatura da ex-presidente socialista Michelle Bachelet para o cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas (ONU). A candidatura, que foi impulsionada pelo governo anterior em colaboração com Brasil e México, enfrentou um revés significativo com esta decisão.

Justificativas Oficiais

Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores chileno explicou os motivos por trás da retirada de apoio. Segundo a pasta, a atual conjuntura eleitoral, a diversidade de candidaturas provenientes da América Latina e as divergências com outros atores influentes no processo tornam a postulação de Bachelet inviável e com poucas chances de sucesso.

“Chegamos à convicção de que o contexto desta eleição, a dispersão de candidaturas de países da América Latina e as diferenças com alguns dos atores relevantes que definem este processo tornam inviável esta candidatura e o eventual sucesso desta postulação”, declarou o comunicado.

Implicações da Decisão

Com a retirada do patrocínio chileno, o Ministério das Relações Exteriores e as embaixadas do país no exterior deixarão de atuar na promoção da candidatura de Bachelet. No entanto, o governo ressaltou que, caso a ex-presidente decida prosseguir com sua postulação, o Chile se absterá de apoiar qualquer outro candidato no processo eleitoral.

“Contudo, em consideração à trajetória da ex-presidente Bachelet e caso ela decida continuar com sua postulação, o Chile vai se abster de apoiar qualquer outro candidato neste processo eleitoral”, complementou a nota oficial.

Contexto da Candidatura

Michelle Bachelet, que já ocupou cargos de destaque na ONU, como diretora-executiva da ONU Mulheres e secretária-geral adjunta, teve sua candidatura impulsionada pelo ex-presidente Gabriel Boric pouco antes de seu mandato se encerrar. Sua postulação era vista com boas perspectivas, especialmente considerando a rotação que indicava a possibilidade de um latino-americano assumir a liderança da organização.

Durante a campanha eleitoral, o presidente Boric já havia sinalizado uma possível reticência em apoiar Bachelet, em parte devido a indícios de oposição por parte do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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