Texas em Estado de Emergência: Parasita Ameaça Produção de Carne Bovina
Mosca-da-bicheira, erradicada há décadas, reaparece e causa alarme nacional.
O Retorno de uma Praga Perigosa
O estado do Texas declarou estado de emergência e calamidade pública em dois condados do sul do estado após a confirmação da presença da bicheira-do-novo-mundo, também conhecida como mosca-da-bicheira. Este parasita, que deposita ovos em feridas abertas de animais, gerando larvas que se alimentam de tecido vivo, representa uma das maiores ameaças ao gado americano. A situação acende um alerta significativo para a produção de carne bovina nos Estados Unidos, onde o Texas lidera em rebanho com mais de 12 milhões de cabeças.
A Ameaça das Larvas Carnívoras
As fêmeas da mosca-da-bicheira depositam seus ovos em locais vulneráveis, como feridas abertas, umbigos de recém-nascidos ou pequenas lesões. Em poucas horas, as larvas eclodem e começam a devorar o tecido vivo do hospedeiro. Sem tratamento, a infestação pode levar a ferimentos graves e à morte do animal. Embora rara, a praga também pode afetar humanos.
Mobilização e Estratégias de Combate
O governador Greg Abbott anunciou a mobilização de todos os recursos estaduais e a realocação de pessoal para combater a praga. Uma das principais estratégias em andamento é a técnica da mosca estéril. Essa abordagem envolve a criação massiva de moscas em laboratório, a esterilização dos machos por radiação e sua subsequente liberação em áreas afetadas. Os machos estéreis acasalam com as moscas selvagens, impedindo a reprodução e o nascimento de novas larvas viáveis, já que as fêmeas selvagens se reproduzem apenas uma vez em suas vidas.
Monitoramento e Impacto Econômico
A mosca-da-bicheira foi oficialmente erradicada dos Estados Unidos na década de 1960, mas o país tem mantido um monitoramento constante de sua disseminação em países vizinhos como México e na América Central. O ressurgimento no Texas, o maior produtor de gado bovino dos EUA, pode acarretar perdas econômicas substanciais devido à mortalidade de animais, queda na produção e custos elevados com vigilância e tratamentos veterinários. As autoridades ressaltam que a identificação precoce e o tratamento veterinário são cruciais para salvar os animais e conter a disseminação do surto.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
