VW Santana Sport: A Lenda Esportiva que Marcou Época com Motorização e Dirigibilidade Inovadoras no Brasil

VW Santana Sport: A Lenda Esportiva que Marcou Época com Motorização e Dirigibilidade Inovadoras no Brasil

Relembre a trajetória do sedã médio da Volkswagen que, com o motor 2.0 herdado do GTi e um conjunto dinâmico apurado, se tornou sinônimo de desempenho e estilo nos anos 90.

Em 1988, o Volkswagen Santana ganhava fôlego com a introdução do potente motor 2.0, uma atualização que elevava seu patamar no competitivo segmento de sedãs médios. Naquela época, a revista QUATRO RODAS o descreveu como tendo “força de jovem”, uma metáfora perfeita para o modelo que se preparava para desafiar rivais como o Chevrolet Monza.

O Motor 2.0 e a Resposta à Concorrência

Com 112 cv de potência e 17,3 mkgf de torque, o novo propulsor 2.0 não era apenas um upgrade, mas uma declaração de intenções da Volkswagen. Esse motor, aliado à direção hidráulica progressiva, suspensões meticulosamente calibradas e a carroceria exclusiva de duas portas para o mercado brasileiro, criava um pacote dinâmico que rivalizava diretamente com o Monza, que havia recebido um motor de mesma cilindrada no ano anterior. O torque generoso em baixas rotações e o câmbio de relações curtas garantiam acelerações e retomadas vigorosas, proporcionando uma dirigibilidade que podia ser tanto equilibrada quanto agressiva, dependendo da exigência do motorista.

Santana Sport: A Explosão de Estilo e Personalidade

A linha 1990 trouxe uma ruptura na sobriedade do Santana com o lançamento oficial do Santana Sport. Disponível em cores vibrantes como vermelho, branco e preto, o modelo se destacava por detalhes visuais que reforçavam seu caráter esportivo: frisos vermelhos nos para-choques, lanternas com acabamento fumê, faixas laterais exclusivas, retrovisores na cor da carroceria e uma ponteira de escape oval. O interior também recebia toques de esportividade, com os bancos Recaro e detalhes em vermelho no painel e nas portas.

A Evolução Aerodinâmica da Segunda Geração

Em 1991, a Volkswagen apresentou a segunda geração do Santana, mantendo a carroceria de duas portas como estrela principal. Desenvolvida em túnel de vento, a nova carroceria apresentava um ganho de 11% em aerodinâmica, com um design mais arredondado e a eliminação das calhas de teto. A evolução continuou com a introdução da injeção eletrônica e dos freios ABS, numa tentativa de manter o modelo competitivo frente a rivais como o Fiat Tempra e o Ford Versailles.

O Retorno Triunfal do Santana Sport em 1993

Apesar da linha mais completa, o apelo esportivo do Santana parecia ter se diluído. Para resgatar essa essência, o Santana Sport retornou ao catálogo em 1993. Desta vez, calçando as icônicas rodas Orbital, o modelo exibia um aerofólio discreto com terceira luz de freio integrada e o motor 2.0 com injeção eletrônica Bosch LE-Jetronic, entregando 112 cv e 17,5 kgfm. Embora ainda oferecesse um desempenho respeitável, já não liderava o segmento em termos de performance pura quando comparado a modelos como o Fiat Tempra 16V e o Chevrolet Vectra. No entanto, a lista de equipamentos de série era um ponto alto, incluindo ar-condicionado, vidros e travas elétricas, bancos Recaro e acabamentos em couro, consolidando o Santana Sport como uma opção de luxo e performance.

O exemplar das fotos, pertencente ao colecionador Kauê de Carvalho, é um raro testemunho da poucas unidades produzidas do Santana Sport de segunda geração. Com sua combinação de motorização potente, dirigibilidade aprimorada e um design que marcou época, o VW Santana Sport se eternizou na memória dos entusiastas automotivos brasileiros, sendo lembrado como um sedã que soube aliar a praticidade familiar com um espírito inegavelmente esportivo.

Fonte: quatrorodas.abril.com.br

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