EUA endurece o tom contra o Irã em meio a negociações tensas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã, ameaçando com retaliações severas caso o país não aceite os termos de um novo acordo que será apresentado em negociações. Trump declarou que se o Irã não concordar com as propostas, que ele classificou como “muito justas e razoáveis”, o período de “modo bonzinho” dos EUA chegará ao fim. A nova rodada de negociações está marcada para ocorrer em Islamabad, capital do Paquistão, na próxima segunda-feira (20).
Bloqueio do Estreito de Ormuz é ponto central da discórdia
A tensão entre os dois países se intensificou após o Irã ter disparado contra navios no Estreito de Ormuz, uma ação que Trump classificou como uma “violação total do nosso acordo de cessar-fogo”. O presidente americano destacou que os disparos foram direcionados a embarcações da França e do Reino Unido, e que essa atitude “não foi certa”. A Casa Branca confirmou que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, participarão das conversas em Islamabad.
Irã demonstra resistência em participar de novas negociações
Enquanto os Estados Unidos se preparam para a rodada de negociações, o Irã tem demonstrado pouca disposição em participar. A agência de notícias “Tasnim”, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana, informou sobre uma troca de mensagens com Washington, mas ressaltou que “não haverá negociações enquanto persistir o bloqueio marítimo” imposto pelos EUA aos portos iranianos. Essa postura contraria a expectativa de Trump, que reafirmou a esperança de um acordo.
Trump estima prejuízo diário bilionário para o Irã com bloqueio
Trump também comentou sobre o impacto econômico do bloqueio do Estreito de Ormuz, chamando-o de um movimento “estranho” por parte do Irã. Segundo o presidente americano, o governo iraniano estaria perdendo cerca de US$ 500 milhões por dia com a passagem fechada. Ele afirmou que os EUA não sofrem perdas, e que muitos navios estariam sendo redirecionados para portos americanos, como no Texas, Louisiana e Alasca, para carregamento, “cortesia da Guarda Revolucionária”. A ameaça de Trump é clara: “Se não o fizerem, os Estados Unidos vão destruir cada usina de energia e cada ponte no Irã. É hora de acabar com a máquina assassina do Irã! Chega de ser o bonzinho!”.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
