Governo Brasileiro Acusa Falta de Boa-fé e Ego Pessoal de Lula
As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a mais de 70% das exportações brasileiras, no valor de 25%, têm sido alvo de críticas e análises sobre suas origens. Segundo Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, a medida foi uma resposta à falta de boa-fé nas negociações e ao que ele descreveu como o “ego pessoal” do ex-presidente Lula. O escritor Francisco Escorsim lamentou a postura, afirmando que “Lula sempre optou em se contrapor aos Estados Unidos. Por isso, a rejeição ao petista fica agora bem consolidada. Já passou da hora do país ter estabilidade econômica. Ele colocou o Brasil em uma briga inútil e contra os Estados Unidos”.
FIESP Critica “Ruídos Diplomáticos Desnecessários” e Desalinhamento Político
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) emitiu um comunicado expressando descontentamento com a situação, lamentando a perda de vínculos comerciais construídos ao longo de duas décadas de cooperação entre Brasil e EUA. A entidade atribuiu a culpa ao governo por “ruídos diplomáticos desnecessários”, críticas de cunho pessoal e um claro desalinhamento político com Washington. Escorsim complementou a análise, avaliando que “o governo transformou o tarifaço em uma disputa eleitoral e colocou a família Bolsonaro no centro do debate. Assim, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aos EUA para evitar a tarifa, ou seja, fazer o que o governo não fez. De novo, temos uma disputa de retórica”.
Decisões do STF e Ministro Alexandre de Moraes Sob Fogo Cruzado
Um dos pontos levantados pelos americanos para justificar o tarifaço envolve decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial as proferidas pelo ministro Alexandre de Moraes. O Departamento de Comércio dos EUA teria citado ordens judiciais de censura contra gigantes da tecnologia americanas, como X (antigo Twitter), Meta e Google, como um dos motivos para a imposição das tarifas. A advogada Fabiana Barroso criticou as ações: “É inviável defender qualquer decisão que Alexandre de Moraes já tenha feito. As violações do ministro, desde a suspensão do X, as próprias postagens, vão muito além do poder que lhe cabia”.
STF Defende Publicidade, Mas Críticos Apontam Falta de Transparência
Em resposta às acusações, o STF, por meio de nota assinada pelo ministro Edson Fachin, defendeu que as decisões da Corte são públicas e devidamente fundamentadas, reiterando que “o Supremo Tribunal Federal reafirma que exerce suas competências exclusivamente por força da Constituição da República Federativa do Brasil”. No entanto, o jurista e historiador Enio Viterbo contestou essa afirmação, argumentando que as decisões de Moraes, em muitos casos, eram sigilosas: “Ele tirava determinados perfis do X e enviava as ordens para a empresa, sem publicidade. Ou seja, a nota do STF é mentirosa na cara dura”, criticou.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
