Prefeito de Nova York Estuda Prender Benjamin Netanyahu Durante Evento da ONU; Israel Rebate Acusações

Prefeito de NY Considera Prisão de Netanyahu

A próxima Assembleia Geral da ONU, que ocorrerá em setembro em Nova York, pode se tornar palco de um confronto diplomático sem precedentes. O prefeito da cidade, Zohran Mamdani, declarou que está avaliando a possibilidade de ordenar a prisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, caso ele compareça ao evento.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Mamdani afirmou que Netanyahu “pertence a Haia”, em alusão à sede do Tribunal Internacional de Justiça da ONU. O prefeito democrata classificou o líder israelense como “criminoso de guerra”, citando acusações do Tribunal Penal Internacional e uma opinião que, segundo ele, é compartilhada por muitos devido às ações de Netanyahu nos últimos anos.

A intenção de prender Netanyahu por crimes de guerra foi, inclusive, um ponto levantado durante a campanha de Mamdani. Ele sinalizou que, em 2025, não hesitaria em acionar o Departamento de Polícia de Nova York para cumprir um possível mandado contra o premiê israelense.

Autoridade Legal e Diálogo Jurídico em Questão

Contudo, o próprio prefeito reconhece as incertezas sobre sua capacidade legal de ordenar a prisão de um chefe de Estado estrangeiro. Sua administração estaria em “diálogo ativo” com o departamento jurídico da cidade para analisar a viabilidade da ação. Mamdani frisou que qualquer medida seria uma consequência do cumprimento de um mandado expedido pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, relacionado à atuação de Israel na guerra em Gaza. Uma comissão da ONU, aliás, já classificou as ações de Netanyahu como genocídio.

“Faremos tudo o que a lei nos permitir fazer na cidade de Nova York, mas não criaremos nossas próprias leis para esse fim”, declarou Mamdani, buscando ressaltar que a ação, se ocorrer, estaria dentro dos limites legais.

Israel Critica o Prefeito de Nova York

Benjamin Netanyahu, por sua vez, reagiu às declarações de Mamdani em uma entrevista a uma emissora de rádio local. O primeiro-ministro israelense minimizou as ameaças e acusou o prefeito de ser um apoiador do Hamas, grupo responsável pelos ataques de 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra atual. Netanyahu argumentou que Mamdani condena Israel, a única democracia alinhada aos valores americanos, enquanto defende o Hamas, que, segundo ele, “defende abertamente o massacre de todos os judeus da Terra”.

O premiê israelense também sugeriu que Mamdani não se importa com o fato de que aqueles que odeiam judeus e Israel, em última instância, odeiam os Estados Unidos. “Na verdade, acho que, secretamente, ele [Zohran Mamdani] odeia os Estados Unidos”, concluiu Netanyahu.

As chances práticas de uma prisão se concretizarem são consideradas baixas. Os Estados Unidos não são signatários do Tribunal Penal Internacional, e a administração anterior, sob Donald Trump, anunciou medidas para “desmantelar” a corte, não a reconhecendo como autoridade.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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