Um Começo Promissor
Lançado como o título definitivo para celebrar o encerramento do anime My Hero Academia, o jogo My Hero Academia: All’s Justice prometia ser a experiência suprema para os fãs. Com um elenco diversificado, um mapa de exploração inédito e um alto nível de personalização, o jogo se apresenta visualmente impressionante, utilizando gráficos em cel-shading que replicam fielmente o estilo do anime sem sobrecarregar o hardware. As lutas são dinâmicas e explosivas, com combates em equipe de até três personagens, combos interligados e a fidelidade das onomatopeias das HQs, criando um espetáculo à parte.
Inovações que Encantam à Primeira Vista
O jogo introduz um mapa aberto, uma novidade para a série, oferecendo áreas exploráveis repletas de referências, missões secundárias e crimes para os jovens heróis enfrentarem. A individualidade de cada personagem é bem representada, permitindo que os jogadores utilizem habilidades como o Black Whip de Deku para se mover entre prédios ou a supervelocidade de Ingenium. A Bandai Namco buscou oferecer um pacote completo de entretenimento, com modos versus e uma história que remete a batalhas icônicas da trama, agradando inicialmente aos admiradores do universo criado por Kohei Horikoshi.
A Realidade da Execução Frustrante
No entanto, a substância por trás das promessas se mostra escassa. O modo história, que deveria ser um dos pilares do jogo, é surpreendentemente curto, cobrindo apenas cerca de 20 episódios do arco final e podendo ser zerado em uma única tarde. A ausência de personagens jogáveis importantes, como Spinner, que aparece apenas como um chefão NPC, também é um ponto negativo. O mapa aberto, apesar de ser um acréscimo bem-vindo, revela-se minúsculo, funcionando mais como um hub interativo do que uma área genuinamente explorável. As missões oferecidas tendem a ser repetitivas, caindo em sequências de diálogos e batalhas que não agregam profundidade à experiência.
Um Desfecho Amargo para os Fãs
A sensação predominante é que My Hero Academia: All’s Justice oferece muito em termos de apresentação, mas entrega pouco em conteúdo significativo. A motivação para continuar jogando se resume, em grande parte, ao desbloqueio de itens de personalização e à reunião da sala 1-A no mapa. Comparado a títulos anteriores, como Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 4, o jogo falha em entregar uma homenagem digna ao encerramento da saga. Com apenas 9 estágios disponíveis, e nem todos baseados nos conflitos finais, a experiência deixa a desejar. Para os fãs mais fervorosos, a recomendação é aguardar por promoções, pois o valor integral do jogo pode gerar frustração e decepção, especialmente em um momento de alta expectativa após o fim do anime e mangá.
Fonte: canaltech.com.br
