Ataque e Contra-ataque no Golfo
A madrugada deste sábado foi marcada por um novo capítulo na escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos. O Irã lançou mísseis contra bases norte-americanas localizadas no Kuwait e no Bahrein. Segundo informações da agência EFE, sirenes antiaéreas soaram nos dois países do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária iraniana divulgou um comunicado afirmando ter conseguido danificar a sede da Quinta Frota norte-americana, responsável pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). No entanto, o Centcom rapidamente desmentiu a alegação, assegurando que todos os mísseis disparados foram interceptados com sucesso.
Motivações por Trás da Retaliação
A Guarda Revolucionária iraniana, citada pela EFE, declarou que o ataque foi uma resposta direta a uma ação militar americana. De acordo com o comunicado, os Estados Unidos teriam atacado radares de vigilância costeira iranianos nas ilhas de Sirik e Qeshm. Essa ação americana, por sua vez, teria sido uma retaliação a um incidente com drones no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária confirmou o uso de drones, explicando que a intenção era impedir a passagem de quatro petroleiros que não possuíam autorização iraniana para navegar na área. A entidade ainda emitiu um aviso severo, afirmando que os EUA seriam responsabilizados pelas consequências de um eventual fechamento total do Estreito de Ormuz para exportações de petróleo e gás, caso mantivessem suas “más ações”.
Cessar-Fogo Ameaçado
Apesar dos recentes episódios de ataques pontuais, lançamentos de mísseis e drones, oficialmente, existe uma situação de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O acordo foi mediado pelo Paquistão em abril. A continuidade desses incidentes, contudo, lança uma sombra de incerteza sobre a estabilidade da região e sobre a eficácia do acordo vigente.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
