Golpe do Pneu: Quadrilha Faturou R$ 600 Mil Extorquindo Idosos no DF e Goiás com Serviços Falsos
Criminosos prometiam consertos baratos, mas inflavam orçamentos e retiam veículos de vítimas, a maioria idosos.
Operação da PCDF Prende Líder e Membros da Quadrilha
Uma quadrilha especializada no chamado “golpe do pneu” foi desarticulada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e Fraudes (CORF). A organização criminosa causou um prejuízo estimado em R$ 600 mil a mais de 80 vítimas, a maioria idosos, em crimes cometidos no Distrito Federal e em Goiás. A operação resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo o líder do grupo, que residia em uma mansão no Lago Norte, em Brasília.
Tática Enganosa: Serviços Baratos Que Viravam Orçamentos Exorbitantes
A tática da quadrilha consistia em atrair os clientes com anúncios de serviços automotivos a preços muito baixos, especialmente para troca de pneus. Ao deixarem seus veículos nas oficinas, as vítimas eram coagidas a aceitar serviços desnecessários, com orçamentos que eram inflados para “valores exorbitantes”, conforme relatou a PCDF. A vulnerabilidade de idosos era frequentemente explorada, com ameaças e retenção dos veículos para forçar a aceitação dos serviços.
Reincidência e Métodos Fraudulentos para Continuar Atuando
De acordo com as investigações, a quadrilha já possuía um histórico de crimes similares, com condenações anteriores. No entanto, os criminosos continuaram a operar utilizando métodos fraudulentos, como a confecção de contratos falsos e o uso de “laranjas” para registrar as oficinas. A PCDF cumpriu cinco mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, visando desmantelar completamente a estrutura criminosa.
Impacto e Alerta para a População
O prejuízo de R$ 600 mil e o grande número de vítimas demonstram a gravidade e o alcance do golpe. A PCDF alerta a população, especialmente os idosos, para que redobrem a atenção com ofertas de serviços automotivos com preços muito abaixo do mercado e desconfiem de pressões para a realização de serviços não solicitados. A retenção de veículos e ameaças são sinais claros de fraude.
Fonte: quatrorodas.abril.com.br
