França e Reino Unido enviam reforços militares ao Oriente Médio
Diante da crescente tensão no Oriente Médio, desencadeada pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, os governos da França e do Reino Unido anunciaram nesta terça-feira (3) o envio de reforços militares. As ações visam aumentar a segurança de bases e rotas estratégicas na região, com o deslocamento de navios de guerra, sistemas de defesa aérea e equipamentos antidrones.
Reino Unido mobiliza destróier e helicópteros antidrone para Chipre
O Reino Unido enviará o destróier HMS Dragon e helicópteros equipados com capacidade antidrone para Chipre. A decisão, informada pelo primeiro-ministro Keir Starmer, ocorre após uma base aérea britânica em Akrotiri ter sido alvo de um ataque com drone na segunda-feira (2). Starmer reafirmou o compromisso do Reino Unido com a segurança de Chipre e de seus militares estacionados na ilha, destacando que as medidas fazem parte de operações defensivas em curso.
Chipre atribui ataque a drone ao Hezbollah
Autoridades cipriotas indicaram que um drone de fabricação iraniana, modelo Shahed, caiu na pista da base de Akrotiri, causando danos limitados. Outras duas aeronaves não tripuladas foram interceptadas pelas defesas aéreas. O governo do Chipre atribuiu o ataque ao grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã. A França também anunciou o envio de sistemas antimísseis e antidrones, além da fragata Languedoc, para reforçar a proteção da ilha.
França amplia presença militar e foca em rotas marítimas
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a França pretende ampliar sua presença militar para proteger rotas marítimas consideradas vitais para a economia global. Uma iniciativa para formar uma coalizão internacional foi lançada para garantir a segurança dessas vias, especialmente diante das ameaças do Irã sobre o Estreito de Ormuz. Macron anunciou ainda o envio do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para a região, visando proteger interesses econômicos e evitar perturbações no mercado global de energia. O reforço europeu ocorre após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, que levaram à morte do líder supremo iraniano e intensificaram as tensões regionais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
