Familiares de presos políticos iniciam greve de fome na Venezuela – Jovem Pan

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"title": "Familiares de Presos Políticos na Venezuela Iniciam Greve de Fome em Protesto por Liberações Atrasadas",
"subtitle": "Mulheres acampam em frente à prisão Zona 7 em Caracas e pedem celeridade na aplicação de lei de anistia, após adiamentos e libertações parciais.",
"content_html": "<h3>Greve de Fome como Medida Drástica</h3>n<p>Familiares de presos políticos na Venezuela deram início a uma greve de fome neste sábado (14) em Caracas. O protesto visa pressionar por mais libertações, após o adiamento da aprovação de uma lei de anistia que prometia libertar centenas de detidos.</p>n<p>Cerca de dez mulheres, usando máscaras, deitaram em fila na entrada da Zona 7, unidade da Polícia Nacional onde alguns de seus entes queridos estão detidos. Elas pedem que o processo de liberação anunciado pela presidente interina Delcy Rodríguez em 8 de janeiro seja acelerado. Muitas das manifestantes passaram a madrugada no local, aguardando o início oficial do protesto.</p>n<h3>"Dormir acalma a fome"</h3>n<p>“Dormir acalma a fome”, comentou uma das grevistas, que pediu para não ser identificada. Evelin Quiaro, 46 anos, funcionária do serviço de migração e mãe de um preso político, declarou que a exigência é pela concretização e realidade da libertação de todos os detidos. “É justo, já temos muitíssimo tempo nisso”, afirmou.</p>n<p>Quiaro, que comeu pela última vez biscoitos com presunto após a 1h da manhã, confessou não estar preparada para a greve de fome, algo que nunca havia feito. Seu filho, de 30 anos, está detido desde novembro de 2025, acusado de terrorismo, associação criminosa e financiamento ao terrorismo. “O significado principal e o único é que finalmente nos deem respostas concretas sobre a libertação de todos os rapazes que estão ali dentro”, explicou.</p>n<h3>Lei de Anistia e Libertações Parciais</h3>n<p>A presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma lei de anistia em 30 de janeiro, após a queda de Nicolás Maduro em 3 de janeiro. A lei, que abrangeria os 27 anos do chavismo, foi adiada duas vezes em sua discussão final para aprovação. Segundo a ONG Foro Penal, desde 8 de janeiro, 431 presos políticos obtiveram liberdade condicional, mas 644 permanecem na prisão.</p>n<p>Durante a madrugada deste sábado, 17 presos políticos foram libertados da Zona 7. Entre eles estava José Elías Torres, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV), detido desde novembro sem ordem judicial, conforme informado pelo Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos.</p>n<h3>Promessas e Divergências Políticas</h3>n<p>Em 6 de fevereiro, o próprio presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, esteve em frente às celas da Zona 7 e prometeu: “Vamos reparar todos os erros que tenham sido cometidos”. Ele adiantou que a lei de anistia seria aprovada pela Assembleia Nacional em 10 de fevereiro. No entanto, a aprovação foi postergada para a semana seguinte devido a divergências entre os deputados sobre o alcance da lei e o papel do Poder Judiciário em sua aplicação.</p>n<p>Pouco antes do início da greve de fome, familiares de presos políticos haviam se acorrentado em frente à prisão. A atual medida, segundo Quiaro, é uma “medida drástica que consideramos necessária para acabar com tudo isso”, apesar de reconhecer o desgaste físico que acarretará. A próxima sessão legislativa está agendada para 19 de fevereiro.</p>"
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Fonte: jovempan.com.br

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