EUA Iniciam Desminagem no Estreito de Ormuz: Corredor Seguro Para o Comércio Global em Meio a Tensões com o Irã

A Operação de Desminagem em Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou o início de uma operação de desminagem no Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o comércio global de petróleo, responsável por cerca de 20% do volume mundial. A ação visa neutralizar as minas navais supostamente plantadas pelo Irã, que têm restringido a navegação na estratégica rota marítima que conecta o Oriente Médio à Ásia. A iniciativa ocorre em paralelo a discussões diplomáticas entre americanos e iranianos que buscam um acordo de paz para o conflito na região, atualmente sob um cessar-fogo temporário.

Tecnologia e Métodos Utilizados

Dois destróieres da Marinha americana, o USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy, já estão operando no estreito. A missão será reforçada nos próximos dias com a incorporação de drones submarinos, que realizarão varreduras no fundo do mar utilizando sonar. O almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, declarou que o objetivo é “estabelecer uma nova passagem” e “estimular o livre fluxo do comércio”. O presidente Donald Trump confirmou a operação, afirmando em sua rede social Truth Social que os EUA estão “começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo” e que “todos os 28 barcos lançadores de minas do Irã já estão no fundo do mar”.

Desafios da Desminagem Marítima

A complexidade da desminagem em ambiente marítimo foi destacada por Paul Heslop, do Serviço de Ação contra Minas das Nações Unidas. Ele explicou que a movimentação das minas pelas correntes marítimas pode recontaminar áreas já limpas. O Irã teria utilizado diferentes tipos de minas, incluindo as de superfície, as presas por cabos subaquáticos, as de fundo acionadas por navios e até mesmo as fixadas diretamente em cascos de embarcações. A Agência de Inteligência de Defesa dos EUA estima que o Irã possuía mais de 5 mil minas navais antes do conflito. Técnicas de detonação remota são empregadas, mas a eficácia pode ser comprometida por condições naturais, como variações na temperatura da água, que afetam o funcionamento dos equipamentos.

Normalização da Navegação e Perspectivas Futuras

Apesar dos desafios, a navegação no Estreito de Ormuz poderá ser parcialmente normalizada durante o processo de desminagem, com o mapeamento de áreas seguras e a sinalização de corredores por meio de bóias. Analistas apontam que operações semelhantes, como a limpeza do Golfo Pérsico após a Guerra do Golfo de 1991, podem se estender por semanas ou meses, mesmo com os avanços tecnológicos. Enquanto os EUA intensificam os esforços de desminagem, o Irã contesta a presença naval americana na região, alegando que o controle do estreito é de sua exclusiva responsabilidade e classificando a ação como uma ameaça ao cessar-fogo. Uma versão iraniana de que um destróier americano teria recuado da área sob ameaça de ataque não foi confirmada pelo Centcom.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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