Estreito de Ormuz: Tráfego Marítimo Continua Restrito Apesar de Cessar-Fogo; Irã Impõe Novas Rotas e Pedágios

Trégua Frágil e Fluxo Limitado

Duas semanas após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o tráfego no Estreito de Ormuz permanece significativamente limitado. Desde a última quarta-feira, apenas 16 navios de transporte de matérias-primas atravessaram a vital passagem marítima, que esteve praticamente fechada pelo Irã desde o início do conflito em 28 de fevereiro. Este número, considerado muito baixo, representa uma fração mínima do fluxo normal.

Comércio Iraniano Domina as Passagens

Da pequena quantidade de embarcações que conseguiram cruzar o estreito, 10 possuíam ligação com o Irã, seja como origem ou destino. Essa proporção, cerca de 60%, é semelhante à observada antes da trégua. Os demais navios tinham vínculos com países considerados não hostis à república islâmica. Analistas apontam que o tráfego está cerca de 90% abaixo dos níveis normais e é sustentado quase inteiramente pelo comércio iraniano.

Navios Bloqueados e Cargas Paralisadas

A restrição no Estreito de Ormuz resultou no bloqueio de aproximadamente 800 navios no Golfo desde o final de fevereiro. Desse total, cerca de 600 são embarcações de médio a grande porte. Em 7 de abril, 172 milhões de barris de petróleo bruto e produtos refinados, transportados por 187 petroleiros, estavam retidos no mar. Além disso, cerca de 40 navios de fertilizantes e 15 de gás natural liquefeito (GNL) também aguardam liberação na região.

Pedágio e Rotas Alternativas Impostas pelo Irã

O Irã tem, na prática, implementado taxas para a travessia do estreito desde o início da guerra e sinaliza a intenção de mantê-las nas negociações. Relatos indicam a possibilidade de cobranças de até US$ 2 milhões por travessia, ou US$ 1 por barril de petróleo, pagos em criptomoedas ou yuans. Na quinta-feira, o Irã também impôs rotas alternativas para os navios, citando o risco de minas na rota habitual, e exigiu que as travessias sejam coordenadas com as forças navais iranianas.

Fonte: jovempan.com.br

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