China Insta EUA a Cancelar Tarifas Unilaterais
Após uma decisão desfavorável na Suprema Corte dos Estados Unidos, a China solicitou formalmente ao governo de Donald Trump que desista das tarifas impostas aos seus parceiros comerciais. Em comunicado oficial, o Ministério do Comércio chinês pediu que os EUA “cancelem e se abstenham de impor tarifas unilaterais”, reforçando a ideia de que “a cooperação beneficia ambas as partes, enquanto o confronto prejudica ambas”.
Proposta de Diálogo e Avaliação de Medidas
O governo chinês sinalizou sua disposição em manter “consultas francas” com os Estados Unidos, visando uma sexta rodada de negociações econômicas e comerciais. A pasta comercial da China informou que está realizando uma “avaliação abrangente” do impacto da recente decisão da Suprema Corte americana. Essa avaliação determinará se Pequim ajustará suas contramedidas contra as tarifas americanas.
Mudança nas Tarifas Americanas e Impacto Efetivo
A movimentação chinesa ocorre após o Serviço de Alfândega dos EUA suspender a cobrança de tarifas adicionais sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), seguindo a decisão judicial. Em vez disso, os EUA passaram a aplicar uma sobretaxa de 10% sobre importações, baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Anteriormente, as taxas adicionais de Washington incluíam 10% relacionados ao fentanil e 34% de “tarifas recíprocas”, das quais 24% foram suspensas, resultando em um nível efetivo adicional de 20% aplicado à China.
Cautela Internacional e Acordos Vigentes
Diversos países têm observado a situação com cautela, avaliando possíveis respostas caso a Casa Branca expanda sua política de tarifas. Por sua vez, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, esclareceu que os acordos comerciais existentes com a China, a União Europeia e outros parceiros permanecerão em vigor, apesar da decisão judicial. Essa postura busca manter a estabilidade nas relações comerciais internacionais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
