Carros elétricos: Recarga rápida acelera desgaste da bateria? Estudo revela o impacto real

Degradação anual média das baterias é de 2,3%

Apesar da expansão da infraestrutura de recarga ultrarrápida, as baterias de carros elétricos mantêm sua saúde em níveis elevados, com uma degradação média anual de 2,3%. Este índice garante uma longevidade superior ao ciclo de vida útil esperado para a maioria das frotas, segundo um novo estudo global da Geotab, empresa especializada em gestão de frotas conectadas. Uma análise anterior já indicava que a durabilidade das baterias poderia ser até 40% maior do que se imaginava.

Recarga rápida (DC) acelera o desgaste

O levantamento, que utilizou dados de telemetria de mais de 22,7 mil carros elétricos de 21 marcas e modelos, observou que o uso frequente de carregadores de corrente contínua (DC) com alta potência (acima de 100 kW) acelera o desgaste natural das baterias, resultando em uma perda de capacidade de até 3% ao ano. Em contrapartida, veículos recarregados predominantemente em corrente alternada (AC) apresentam uma perda anual limitada a 1,5%, demonstrando um impacto mais suave no sistema.

Clima quente e hábitos de recarga impactam a saúde da bateria

O clima também exerce influência significativa no desempenho e na longevidade das baterias. Regiões com temperaturas elevadas apresentaram uma degradação 0,4% superior à observada em zonas de clima temperado. O calor excessivo acelera as reações químicas internas, diminuindo a eficiência do armazenamento de energia ao longo dos ciclos de carga e descarga. Além disso, especialistas recomendam evitar manter o veículo com a carga abaixo de 5% ou em 100% por períodos prolongados, pois isso pode gerar estresse físico nas células e otimizar o Estado de Saúde (SOH) da bateria.

Intensidade de uso diário tem menor impacto que o tipo de recarga

Ao contrário do que muitos podem pensar, a intensidade de uso diário do veículo tem um impacto relativamente menor na integridade da bateria. Veículos submetidos a regimes severos de rodagem apresentaram um desgaste apenas 0,8% maior que os de uso leve. Isso sugere que a quilometragem total percorrida é um fator menos determinante para a necessidade de troca da bateria do que a potência utilizada durante a recarga e o gerenciamento térmico do veículo. Com os cuidados adequados, a maioria das baterias de carros elétricos atuais tem potencial para durar mais de uma década, acompanhando a vida útil do próprio automóvel.

Fonte: quatrorodas.abril.com.br

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