Brasil alcança marco histórico na redução de mortes violentas
O ano de 2025 marcou um ponto de virada na segurança pública brasileira, com o registro do menor índice de Mortes Violentas Intencionais (MVI) desde o início da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 2012. Foram contabilizadas 40.775 mortes, o que representa uma taxa de 19,1 por 100 mil habitantes. Este número é 8,2% menor que em 2024 e 31% inferior a 2012, superando pela primeira vez a meta de ficar abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes.
Homicídios dolosos lideram queda, mas outras mortes violentas sobem
A expressiva redução nas MVI foi impulsionada principalmente pela queda de 10% nos homicídios dolosos, antecipando em dois anos a meta da Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. Os latrocínios (-17%) e lesões corporais seguidas de morte (-15,2%) também apresentaram declínio. No entanto, o cenário nacional positivo contrasta com a situação de sete estados, que registraram aumento nas MVI.
Estados na contramão: causas da alta em sete unidades federativas
Rio Grande do Norte, Rondônia e Rio de Janeiro estão entre os estados que apresentaram crescimento nas MVI. No Rio Grande do Norte, o aumento foi puxado por homicídios dolosos. Em Rondônia e no Rio de Janeiro, o principal fator foi o aumento de mortes decorrentes de intervenção policial. No Rio de Janeiro, as mortes por policiais representaram 20,5% do total de MVI, com destaque para a Operação Contenção em outubro de 2025, que resultou em 122 mortes.
Regiões e tendências preocupantes: letalidade policial e feminicídios em alta
Apesar da queda geral, o Nordeste continua sendo a região com a maior taxa de MVI (31,6 por 100 mil habitantes). Todas as cinco regiões brasileiras registraram redução, mas o Nordeste apresentou a menor queda proporcional desde 2012. Preocupantemente, duas categorias de MVI continuaram em ascensão: feminicídios, com alta de 4% (1.571 vítimas em 2025), e mortes decorrentes de intervenção policial, com aumento de 5,4% (6.602 mortes). Isso significa que 16,2% de todas as mortes violentas no país tiveram autoria de agentes de segurança.
Fonte: jovempan.com.br
