Preços sobem antes de decisão da Petrobras
Os motoristas brasileiros já sentem o impacto do cenário internacional nos bolsos. Entre o final de fevereiro e a primeira semana de março, os preços médios da gasolina e do diesel nos postos do país apresentaram elevação, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O litro da gasolina comum, que custava em média R$ 6,28 na semana de 22 a 28 de fevereiro, subiu para R$ 6,30 entre 1 e 7 de março. O diesel S10, amplamente utilizado por veículos de carga, teve um aumento mais expressivo, passando de R$ 6,09 para R$ 6,15 no mesmo período. A gasolina aditivada e o diesel comum (S500) também acompanharam a tendência de alta.
Etanol e GNV seguem caminho oposto
Na contramão dos derivados de petróleo, o etanol hidratado registrou uma leve queda, de R$ 4,63 para R$ 4,61 o litro. O Gás Natural Veicular (GNV) manteve-se estável, com o metro cúbico custando em média R$ 4,35.
Geopolítica eleva o preço do petróleo
A escalada dos preços dos combustíveis fósseis no mercado interno está diretamente ligada às tensões geopolíticas no Oriente Médio. Conflitos recentes envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã aumentaram a preocupação global com a segurança energética, impactando fortemente a cotação do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional. O temor de bloqueios em rotas de escoamento e ataques a infraestruturas de produção tem impulsionado o preço do petróleo.
Expectativa de reajuste da Petrobras
Apesar do aumento nos preços em alguns postos, ainda não houve um reajuste oficial por parte da Petrobras para as distribuidoras. O movimento de alta nos postos reflete a expectativa do mercado por um futuro aumento. O custo do barril de Brent, que saltou de cerca de US$ 70 em 23 de fevereiro para quase US$ 120 em 9 de março, já elevou a demanda por combustíveis nas distribuidoras brasileiras. Atualmente, o Brent está cotado em torno de US$ 100. A expectativa de aumento é ainda maior para o diesel, já que o Brasil importa grande parte deste combustível.
Impacto na cadeia logística e inflação
O encarecimento do diesel, em particular, afeta toda a cadeia logística do país. O aumento do custo do frete pressiona os preços de diversos bens de consumo, contribuindo para a inflação geral. Historicamente, o setor de transportes e o mercado automotivo brasileiro são vulneráveis a choques externos como este.
Fonte: quatrorodas.abril.com.br
