Queda nos Roubos, Aumento nos Furtos: O Novo Cenário do Crime Contra Celulares
O Brasil registrou 792.284 roubos e furtos de celular em 2025, uma redução de 7,7% em relação ao ano anterior. No entanto, o perfil desses crimes mudou significativamente: enquanto os roubos, que envolvem violência ou ameaça, caíram 18,6%, os furtos, praticados sem violência, cresceram 0,9%. Atualmente, seis em cada dez celulares subtraídos são resultado de furtos. Essa transição é atribuída ao aumento da vigilância por câmeras e à intensificação das ações policiais, que elevam o risco para os roubadores. O programa federal ‘Celular Seguro’, lançado em dezembro de 2023, também é apontado como um fator que diminuiu a rentabilidade do roubo ao dificultar o acesso a aplicativos bancários.
Cidades Mais Afetadas: Capitais do Norte e Nordeste Lideram Taxas Proporcionais
O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que as capitais do Norte e Nordeste predominam entre as dez cidades com as maiores taxas de roubos e furtos de celular por habitante. Os estados do Pará e da Bahia são os únicos com mais de uma cidade na lista. São Paulo, apesar de não figurar entre as dez primeiras em taxa proporcional, concentra 20% de todos os casos do país, mesmo representando uma parcela menor da população brasileira.
Quando e Onde os Crimes Acontecem: Padrões de Roubos e Furtos
Os roubos de celular ocorrem majoritariamente em vias públicas (77,2%), com maior incidência no período noturno, entre 18h e 23h. Já os furtos são mais comuns durante o dia, especialmente entre 8h e 17h, e em locais de grande circulação como ruas (49,3%), estabelecimentos comerciais (15,2%) e transporte público (6,1%). Meses como março (Carnaval) e junho (festas juninas) registraram picos de furtos, cerca de 20% acima da média mensal. Na região Norte, outubro, durante o Círio de Nazaré, apresentou um aumento significativo.
Medo Persiste Apesar da Queda e Subnotificação de Crimes
Apesar da redução nos roubos, a sensação de insegurança em relação a celulares permanece alta, com 78,8% dos brasileiros temendo ser vítimas desse tipo de crime, segundo pesquisa do FBSP e Datafolha. O levantamento indica que esses crimes alteram hábitos da população e há um alto índice de subnotificação, com apenas 5,7% dos casos sendo comunicados às autoridades. O medo leva as pessoas a evitarem sair à noite, levarem menos o celular ou deixarem de adquirir determinados aparelhos, limitando sua circulação e liberdade.
Fonte: jovempan.com.br
