Irã intensifica ataques com mísseis contra Israel sob ameaça de EUA; guerra já deixa milhares de mortos
Teerã ignora advertências de Trump e lança projéteis de longo alcance contra Tel Aviv e Eilat, enquanto Hezbollah ataca o sul de Israel e Estreito de Ormuz permanece fechado.
Escalada de conflito e retaliações mútuas
O Irã voltou a bombardear Israel com mísseis nesta sexta-feira (3), desconsiderando as novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que advertiu sobre ataques a infraestruturas civis iranianas, como pontes e usinas elétricas. A Guarda Revolucionária, braço ideológico do regime iraniano, anunciou o lançamento de mísseis de “longo alcance” contra Tel Aviv e Eilat, no sul de Israel. O Exército israelense confirmou danos em uma estação ferroviária em Tel Aviv.
A guerra, que teve início em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de Israel e dos EUA contra o Irã, já causou milhares de mortos, especialmente na República Islâmica e no Líbano. Não há sinais de trégua, com Trump alternando entre ameaças e apelos ao diálogo, enquanto prevê mais algumas semanas de conflito. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou os ataques americanos a infraestruturas civis, afirmando que não levarão o país à rendição.
Frente libanesa e crise humanitária
No Líbano, outra frente de batalha, o movimento armado Hezbollah, alinhado ao Irã, também disparou projéteis contra o sul de Israel durante a noite. O Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah retaliar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em bombardeios americano-israelenses. O Exército de Israel informou ter atingido mais de 3.500 alvos no Líbano e “eliminado” quase mil combatentes do Hezbollah em um mês. Mais de um milhão de pessoas fugiram dos ataques israelenses, que invadiram parte do sul do país, gerando preocupações com deslocamentos em massa e prolongados, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Impacto global e Estreito de Ormuz fechado
As monarquias petrolíferas do Golfo, acusadas de abrigar interesses americanos, também estão no alvo do Irã. As consequências para a economia mundial são severas, com o fechamento quase total do Estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo e gás mundiais antes da guerra. Quase 40 países pediram a “reabertura imediata e incondicional” do estreito, acusando o Irã de “tomar a economia mundial como refém”. Um projeto de resolução do Bahrein na ONU para autorizar o uso da força para liberar o estreito foi adiado por falta de consenso no Conselho de Segurança.
Aumento do preço do petróleo e tensões diplomáticas
O Irã advertiu contra “ações provocadoras” na ONU, alertando que a votação no Conselho de Segurança “complicará ainda mais a situação”. No Kuwait, um ataque de drones contra uma refinaria causou incêndios, mas sem vítimas. Sirenes de alarme também soaram no Bahrein. As declarações ofensivas de Trump, prometendo levar o Irã “de volta à Idade da Pedra”, contribuíram para o aumento dos preços do petróleo, com o barril de Brent ultrapassando os 109 dólares. A situação geopolítica tensa e o fechamento do Estreito de Ormuz continuam a gerar incerteza nos mercados globais.
Fonte: jovempan.com.br
