Brasil nega visto a diplomatas americanos que viriam ao país para questionar sistema eleitoral

Diplomatas americanos tiveram entrada negada no Brasil

O Brasil negou a concessão de vistos a dois oficiais do governo dos Estados Unidos que tinham planos de visitar o país. Segundo informações divulgadas pelo jornal The Washington Post, a intenção dos diplomatas seria deslegitimar o sistema eleitoral brasileiro, a pedido do então presidente Donald Trump e do Secretário de Estado americano. O Itamaraty confirmou a negativa de entrada para Riley Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto do Departamento de Estado norte-americano.

Quem são Riley Barnes e Samuel Samson?

Riley Barnes, natural do Texas, possui formação em Ciência Política e mestrado em Relações Internacionais. Atualmente, atua como subsecretário do Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho nos EUA e já foi indicado para coordenar questões tibetanas e atuar como Embaixador Extraordinário para a Liberdade Religiosa Internacional. Antes de ingressar no governo, trabalhou no Atlantic Council, um centro de estudos em Relações Internacionais.

Samuel Samson, de 27 anos, também é subsecretário-adjunto de Estado para o Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho. Formado pela Universidade do Texas, Samson é conhecido por seu posicionamento conservador e ativismo religioso. Ele já atuou como conselheiro sênior de Políticas e trabalhou em organizações ligadas a políticos republicanos, promovendo políticas do governo Trump no exterior.

Intenção de questionar o sistema eleitoral

A reportagem do The Washington Post indica que a missão dos diplomatas americanos seria elaborar um relatório com o intuito de lançar dúvidas sobre a integridade do sistema de votação eletrônica do Brasil. Autoridades brasileiras teriam identificado a intenção da Casa Branca em julho, quando o pedido de visto foi feito ao Consulado do Brasil em Washington. Formalmente, os EUA apresentaram a solicitação com o pretexto de debater “liberdade de expressão relacionada às eleições”, mas as autoridades brasileiras interpretaram como uma tentativa de interferir no processo eleitoral.

Reações e desdobramentos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que foi procurado pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar de uma visita de integrantes do governo norte-americano, mas a pauta específica da agenda não foi detalhada. A reunião não chegou a ser marcada devido ao recesso do Judiciário. A notícia gerou alerta no cenário político brasileiro, especialmente após um encontro do senador Flávio Bolsonaro com embaixadores, onde ele teria mencionado suspeitas sobre as urnas eletrônicas, alegações já negadas pelo TSE.

Fonte: jovempan.com.br

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