Vice-presidente dos EUA elogia encíclica papal
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, manifestou seu apreço pela nova encíclica do Papa Leão XIV, “Magnifica Humanitas”, descrevendo o documento como “profundo”. Em entrevista à NBC News no último domingo, Vance, que é católico, declarou que, mesmo sem ter lido o texto na íntegra, as partes que teve acesso “parecem muito profundas e do tipo que se espera e deseja de um líder da Igreja”. A encíclica, o primeiro pronunciamento oficial do Sumo Pontífice com este formato, foi divulgada no dia anterior, 25 de maio.
Adaptação da moralidade às novas tecnologias
Vance ressaltou a importância de conciliar princípios morais imutáveis com as transformações do mundo. “A questão sobre moralidade é que os princípios nunca mudam, mas a forma como você aplica esses princípios muda, porque o mundo muda, certo?”, explicou. Ele citou o exemplo da doutrina da “guerra justa”, que precisa ser atualizada diante de novas tecnologias e formas de conflito. Da mesma forma, novas interações humanas demandam uma reavaliação da doutrina social católica.
Papa busca atualizar a doutrina social
O vice-presidente acredita que o Papa Leão XIV está precisamente engajado nesse processo de atualização. “Você tem novas tecnologias e formas de guerra, então precisa atualizar a doutrina da ‘guerra justa'”, afirmou Vance. “Novas maneiras dos seres humanos interagirem uns com os outros, então você precisa repensar toda a doutrina social católica à luz do novo mundo em que vivemos. E acho que é exatamente isso que o papa está tentando fazer. Então fico feliz que ele tenha feito isso.”
Posicionamento sobre política externa e fé
Anteriormente, Vance já havia comentado sobre o pronunciamento do Papa Leão XIV a respeito da guerra no Irã. Na ocasião, ele ponderou que, embora seja positivo que o Papa aborde temas de seu interesse, “em alguns casos seria melhor que o Vaticano se ativesse a questões de moralidade, a questões do que está acontecendo na Igreja Católica, e deixasse o presidente dos Estados Unidos cuidar de ditar a política pública americana”. Apesar dessa ressalva, o vice-presidente reiterou seu respeito e admiração pelo Papa, elogiando seu papel como “defensor da paz”. O gabinete de Vance não comentou o assunto imediatamente.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
