Trump intensifica pressão sobre Cuba: EUA avaliam estrangular economia e até intervenção militar

Sanções Econômicas Aprofundam Crise em Cuba

A administração de Donald Trump tem intensificado a pressão sobre o regime cubano, com o objetivo de acelerar sua queda. Uma das principais táticas tem sido o corte de suprimentos essenciais, como o petróleo venezuelano, que antes era destinado a Havana. Adicionalmente, os Estados Unidos ameaçam impor tarifas a qualquer país que forneça petróleo à ilha. Essas medidas, que já vinham aprofundando a crise econômica cubana, resultaram em apagões frequentes e escassez de combustível, forçando o governo de Miguel Díaz-Canel a implementar racionamentos emergenciais.

Diplomacia e Possível Acordo de Transição

Em paralelo às sanções econômicas, os EUA exploram caminhos diplomáticos. Relatos indicam que a Casa Branca estaria preparando um acordo para uma transição política em Cuba, que poderia envolver a saída de Díaz-Canel, a permanência da família Castro na ilha e negociações sobre setores estratégicos como portos, energia e turismo. Fontes próximas ao governo americano sugerem que, diferentemente de outras intervenções, a estratégia em Cuba não envolveria força bruta, mas sim influência direta na escolha de um novo líder e nas políticas futuras do país. Há também informações sobre conversas secretas entre o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o neto de Raúl Castro.

Ameaça de Ações Judiciais e Intervenção

Uma alternativa em estudo pelo governo Trump, caso um acordo pacífico para a transição política não se materialize, é uma operação semelhante à realizada para a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. O Departamento de Justiça dos EUA estaria formando uma força-tarefa para investigar possíveis acusações federais contra autoridades e entidades do regime cubano. Maduro foi levado aos EUA em janeiro para responder a acusações de tráfico internacional de drogas. Essa possibilidade ganha força com o anúncio do “Escudo das Américas”, um plano liderado por Trump para combater o narcotráfico no continente, firmado com 17 países latino-americanos.

Apoio Regional à Pressão contra Cuba

A pressão sobre Cuba também encontra eco entre aliados regionais dos Estados Unidos. O Equador, sob a liderança de Daniel Noboa, acusou Cuba de interferência política e expulsou diplomatas cubanos. Na Argentina, o presidente Javier Milei, um crítico ferrenho do regime cubano, tem defendido suas políticas econômicas como um meio de evitar que o país se torne semelhante a Cuba ou Venezuela, países que ele critica abertamente.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

By admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *