Trump anuncia nova fase contra Cuba e Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (7), em Miami, que o regime cubano está em seus “últimos momentos”. A afirmação foi feita durante o evento “Escudo da América”, onde Trump recebeu líderes de países latino-americanos para lançar uma coalizão focada no combate aos cartéis de drogas no continente. Em seu discurso, o presidente americano classificou a situação na Venezuela como uma “grande vitória” e indicou que, após resolver questões com o Irã, os EUA focarão na “questão cubana nos próximos dias”.
Crise em Cuba e pressão dos EUA
Trump detalhou sua visão sobre a situação cubana, afirmando que o país “está no fundo do poço, não tem dinheiro, não tem petróleo, tem uma filosofia ruim”. Ele mencionou negociações em andamento e previu uma “nova vida” para a ilha. As declarações de Trump ocorrem em um contexto de intensificação de ataques retóricos à ilha. Desde a queda do regime de Maduro na Venezuela, Cuba tem enfrentado graves crises de abastecimento, agravadas pelo embargo de petróleo dos EUA e pela pressão americana para o fim das remessas de petróleo mexicano. Esses fatores intensificaram a escassez de bens de consumo, a instabilidade econômica e o êxodo de cidadãos cubanos.
Coalizão “Escudo da América” contra cartéis
O evento em Miami também marcou o lançamento da coalizão “Escudo da América”. Trump enfatizou que os EUA colaborarão com os países participantes, em sua maioria governados pela direita latino-americana (como Argentina, El Salvador e Chile), para erradicar o problema dos cartéis e do tráfico de drogas em toda a América. “Eles ameaçam a polícia de vocês. Nossas forças já têm trabalhado para combater isso, mas vamos aprofundar e expandir”, declarou Trump, alertando sobre o avanço do crime organizado no México e a necessidade de contê-lo por estarem “próximos demais de nós”.
Doutrina Monroe renovada
O encontro e as iniciativas anunciadas fazem parte do que o governo americano chama de “Doutrina Donroe”, uma versão atualizada da Doutrina Monroe do século XIX. O objetivo dessa nova abordagem é fortalecer a segurança americana e diminuir a influência da China nas Américas, com uma postura mais intervencionista nos países do hemisfério ocidental, de acordo com os interesses dos Estados Unidos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
