EUA impõem prazo para negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo de dois a três dias para que o Irã aceite um acordo nuclear, alertando sobre consequências severas caso as negociações falhem. Em declarações à imprensa durante visita às obras da Casa Branca, Trump mencionou que o fim de semana ou o início da próxima semana seriam determinantes para um possível desfecho.
Ataque iminente adiado, mas ameaça persiste
Trump revelou que havia autorizado um ataque intenso contra o Irã nesta terça-feira, mas adiou a operação após receber apelos de parceiros regionais como Arábia Saudita e Catar, que solicitaram mais espaço para a diplomacia. O líder americano afirmou que esteve “a uma hora” de ordenar a retomada da ofensiva, que poderia encerrar o cessar-fogo vigente desde abril.
Alerta sobre armas nucleares
O presidente dos EUA reiterou a preocupação com a possibilidade de o Irã obter armas nucleares, descrevendo o cenário como um “holocausto nuclear”. Ele argumentou que tal desenvolvimento levaria à destruição rápida de Israel e ameaçaria países como Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar, desestabilizando todo o Oriente Médio.
Negociações estagnadas e contraproposta iraniana
As negociações entre Washington e Teerã para o fim da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, encontram-se estagnadas. A situação é agravada pela ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz, que pode gerar graves consequências econômicas. O Irã rejeita as condições americanas para frear o enriquecimento de urânio e, na segunda-feira, apresentou uma contraproposta por meio de mediadores paquistaneses. A proposta iraniana inclui o fim das hostilidades, a retirada de forças americanas de áreas próximas, reparações de guerra, o levantamento de sanções, a liberação de fundos congelados e o fim do bloqueio marítimo dos EUA, segundo a imprensa estatal iraniana.
Preparativos militares mantidos
Apesar do adiamento do ataque, Trump anunciou na segunda-feira que ordenou às Forças Armadas americanas que permaneçam em prontidão para um “ataque em grande escala” contra o Irã caso as negociações fracassem.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
