Relatoria de Nunes Marques é questionada por senadores
Os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE) solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para atuar no mandado de segurança que trata da instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. A justificativa apresentada pelos parlamentares é a existência de uma “relação íntima e notória” entre o ministro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Ciro Nogueira é investigado em caso Master
Ciro Nogueira foi um dos alvos da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo a decisão do STF que autorizou a operação, o senador teria agido em favor do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de benefícios financeiros indevidos. Em fevereiro, Nogueira declarou à Jovem Pan que sua relação com Vorcaro era a mesma de “qualquer político em Brasília com banqueiros” e que uma emenda apresentada por ele não beneficiaria o Banco Master.
CPMI do Banco Master busca investigar o caso
O requerimento para a criação da CPMI do Banco Master, de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), foi protocolado no Congresso Nacional com 161 assinaturas de deputados e 136 de senadores. Para que a comissão seja instalada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa ler o documento em sessão conjunta. Diante da ausência dessa leitura, os senadores Girão, Vieira e Plínio Valério (PSDB-AM) ingressaram com mandado de segurança no STF.
Entenda a crise do Banco Master
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank em novembro do ano passado, após identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez. O Will Bank, braço digital do Master, também teve seu encerramento forçado em janeiro. A Operação Compliance Zero acompanha o processo de liquidação e apura a emissão de títulos de crédito falsos. Daniel Vorcaro, o banqueiro, foi preso e solto com tornozeleira eletrônica, sendo detido novamente em março. As investigações apontam que o banco oferecia CDBs com rentabilidade muito acima do mercado, assumindo riscos excessivos e inflando artificialmente seu balanço para sustentar a prática, enquanto a liquidez se deteriorava. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores, com um total de R$ 40,6 bilhões a serem pagos em garantias.
Fonte: jovempan.com.br
