Sem os EUA, 40 países se unem para discutir como reabrir Estreito de Ormuz e livrar economia global do ‘refém’ iraniano

Reunião Virtual Sem Washington Busca Soluções para Crise no Golfo Pérsico

Um grupo de aproximadamente 40 países, sem a participação dos Estados Unidos, realizou uma reunião virtual nesta quinta-feira (2) para discutir estratégias conjuntas visando a reabertura do Estreito de Ormuz. A iniciativa, liderada pelo Reino Unido, busca impedir que o Irã mantenha a economia global como “refém” através do bloqueio da vital rota marítima. A declaração surge após o presidente americano, Donald Trump, ter sugerido que a segurança da via aquática seria uma responsabilidade de outras nações.

Irã Acusado de “Sequestrar” Rota Marítima Internacional

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, abriu a conferência afirmando que o Irã “sequestrou uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”. Ela destacou que a “imprudência” iraniana ao bloquear o estreito está “atingindo famílias e empresas em todos os cantos do mundo”. A reunião contou com a participação de países como França, Alemanha, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Índia.

Próximos Passos: Planejadores Militares Discutirão Opções

Embora a reunião desta quinta-feira tenha terminado sem acordos específicos, houve um consenso sobre a necessidade de o Irã não impor taxas de trânsito sobre navios e de garantir o livre uso da via por todas as nações. A próxima fase das discussões envolverá planejadores militares, que se reunirão na semana seguinte para analisar opções. Entre elas, estão a possibilidade de operações de limpeza de minas e o fornecimento de uma força de segurança para proteger a navegação comercial.

Estreito de Ormuz: Um Gargalo Energético Global

O Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é considerado o principal “gargalo logístico” energético do mundo. Por ele transitam diariamente cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto, o que representa aproximadamente 20% do consumo global. O fechamento desta rota, que o Irã alega ser em retaliação a ataques israelenses e norte-americanos, tem levado a um aumento nos preços da energia e gerado preocupações econômicas globais. Enquanto isso, o Irã declarou que o estreito permanecerá fechado “a longo prazo” para os Estados Unidos e Israel, embora a Rússia tenha afirmado que a região continua aberta para seus navios.

Fonte: jovempan.com.br

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