Rússia testa com sucesso míssil nuclear ‘Satanás 2’ com capacidade de atingir a Europa em minutos

Lançamento Estratégico e Notificação Internacional

A Rússia anunciou nesta terça-feira (12) a bem-sucedida realização de um teste final do míssil balístico nuclear intercontinental RS-28 Sarmat, apelidado pela Otan de “Satanás 2”. Conforme a agência estatal TASS, o lançamento foi previamente comunicado aos Estados Unidos e a outros países, uma medida adotada para evitar a escalada de tensões nucleares, segundo acordos internacionais.

Capacidades e Prontidão de Combate

O comandante das Forças de Mísseis Estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, informou ao presidente Vladimir Putin que o teste validou o desempenho esperado do Sarmat. O resultado permitirá que o primeiro regimento equipado com o míssil alcance a prontidão de combate até o final deste ano. Putin destacou a arma como a “mais poderosa do mundo”, com um alcance superior a 35 mil quilômetros e a capacidade de seguir trajetórias balísticas e suborbitais, projetadas para driblar sistemas de defesa antimísseis atuais e futuros.

Potencial Destrutivo e Dissuasão Nuclear

O Sarmat foi desenvolvido para substituir o antigo sistema soviético Voyevoda, conhecido pela Otan como “Satanás 1”. O novo míssil é capaz de transportar múltiplas ogivas nucleares independentes, com estimativas ocidentais apontando para uma capacidade de carga quatro vezes superior à de sistemas ocidentais potentes. Com seu alcance, o Sarmat teria a capacidade de atingir alvos na Europa em menos de dez minutos, segundo dados divulgados por Moscou. O Kremlin busca com o Sarmat reforçar a dissuasão nuclear russa, em meio ao conflito na Ucrânia e às crescentes tensões com países da Otan.

Histórico e Nova Geração de Armas

O desenvolvimento do Sarmat enfrentou atrasos, mas foi apresentado por Putin em 2018 como parte de uma nova geração de armas estratégicas russas, que inclui os sistemas Poseidon, Burevestnik e Avangard. A Rússia afirma que o Sarmat aumentará sua capacidade de dissuasão e será capaz de superar os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos e de seus aliados.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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