Quadrilha de R$ 16 Milhões Lucrava com Furto de Toyota Hilux e SW4 para Desmanche e Tráfico

PCDF Desmantela Esquema Milionário

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (3) a Megaoperação Império, que desarticulou uma sofisticada organização criminosa especializada no furto de Toyota Hilux e SW4. Com atuação em quatro estados – Distrito Federal, Ceará, Goiás e Rio de Janeiro –, o grupo lucrou cerca de R$ 16 milhões com a venda ilegal de peças e o uso dos veículos em atividades criminosas transnacionais.

Estrutura Empresarial e Alta Rentabilidade

Ao contrário de ações isoladas, a quadrilha operava com uma estrutura empresarial hierarquizada, focada em maximizar os lucros no mercado paralelo. A investigação, que durou 11 meses, revelou que os veículos eram roubados sob encomenda e imediatamente tinham seus sinais identificadores adulterados. O valor total de R$ 15,9 milhões em bens dos criminosos foi bloqueado, correspondendo ao prejuízo estimado de 53 caminhonetes furtadas apenas em 2025.

Do Desmanche ao Tráfico Internacional

A organização criminosa possuía dois destinos principais para as caminhonetes subtraídas. Uma parte significativa dos veículos era levada para desmanches, onde eram rapidamente desmontados. As peças eram, então, vendidas em lojas físicas e online, dificultando o rastreamento. Outra vertente do esquema envolvia o envio das Hilux e SW4 para regiões de fronteira, como Bolívia e Paraguai. Nessas áreas, as caminhonetes eram utilizadas como moeda de troca por grandes carregamentos de drogas, que retornavam ao Brasil para abastecer o mercado ilegal.

Prisões e Bens Bloqueados

A Operação Império cumpriu 110 mandados judiciais, resultando na prisão de líderes e membros da quadrilha. Foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva e 23 temporárias, além da apreensão de bens móveis, imóveis e ativos financeiros. Os crimes investigados incluem furto qualificado, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão, especialmente pela sofisticação do esquema de lavagem de dinheiro.

Fonte: quatrorodas.abril.com.br

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