Pólen: O Plural que Gera Dúvida e o Significado por Trás da Palavra Curiosa

O enigma do plural de ‘pólen’

A palavra ‘pólen’, familiar para quem estuda biologia, costuma gerar incertezas quando se trata de seu plural. Embora o singular seja amplamente reconhecido, a forma de se referir a múltiplos grãos microscópicos produzidos pelas flores nem sempre é clara. De acordo com o Dicionário Online de Português, a forma mais regular e aceita é pólenes, obtida pela adição do sufixo ‘-es’ ao radical da palavra. Essa construção segue um padrão comum na língua portuguesa para a formação de plurais.

Alternativas e analogias na gramática

No entanto, a gramática não é inflexível, e alguns estudiosos da língua também consideram polens como um plural válido para ‘pólen’. Essa aceitação se dá por analogia com outras palavras terminadas em ‘n’ que possuem plurais semelhantes. Exemplos incluem ‘hífen’ (hifens), ‘glúten’ (glutens), ‘gérmen’ (germens) e ‘abdômen’ (abdomens). Ambas as formas, ‘pólenes’ e ‘polens’, são encontradas e compreendidas no uso da língua.

A origem latina de ‘pólen’

A palavra ‘pólen’ tem suas raízes no latim, derivada de ‘pollen’, cuja forma genitiva é ‘pollenis’. Em latim, o termo significava ‘pó fino’, ‘farinha’ ou ‘poeira’. Foi a ciência que adotou essa palavra para designar o material microscópico, crucial para a fecundação das flores, produzido pelas plantas. Com o tempo, o termo transcendeu o vocabulário científico e passou a ser utilizado em diversos contextos, desde aulas de biologia e textos literários até conversas cotidianas sobre alergias sazonais.

‘Pólenes’ e ‘polens’ em uso: exemplos práticos

Para ilustrar, podemos ver o uso de ambas as formas em frases:

  • Com ‘pólenes’: “Tenho alergias a diversos pólenes.” ou “Pólenes são grãos minúsculos de pó fecundante produzidos pelas flores.”
  • Com ‘polens’: “Os polens transportados pelo vento deixam um perfume no ar.” ou “A pesquisa analisa diferentes polens presentes no ar durante a primavera.”

‘Polens’ na poesia brasileira

A forma ‘polens’ também encontra seu espaço na literatura, emprestando um tom poético e evocativo. Um exemplo notável é o verso de Cora Coralina em “Meu Pequeno Oratório”, onde a autora descreve a natureza vibrante e seus processos: “Das abelhas rufionas que vão de flor em flor segredando de amor e acasalando os polens.” Este trecho demonstra a versatilidade e a beleza da palavra no contexto literário.

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

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