Pé de Moleque, Canjica e Mais: Descubra as Histórias Divertidas por Trás dos Doces Juninos

Pé de Moleque, Canjica e Mais: Descubra as Histórias Divertidas por Trás dos Doces Juninos

Explore as origens fascinantes e as curiosidades culturais que moldaram os sabores inesquecíveis das festas juninas brasileiras.

As festas juninas são um espetáculo de cores, sons e, claro, sabores que encantam o Brasil. Mas você já se perguntou de onde vêm os doces que tornam essa época tão especial? A canjica, a maçã do amor, o pé de moleque e o quentão carregam em suas receitas histórias ricas em influências culturais e personagens curiosos.

Canjica: Uma Herança Indígena com Toques Africanos

A canjica, com seus grãos brancos em um caldo cremoso, tem suas raízes nos povos indígenas que já cultivavam milho muito antes da chegada dos portugueses. Ao longo do tempo, a receita evoluiu, incorporando influências africanas, como sugere a palavra “kanjika” da língua quimbundo. Levada para diferentes regiões pelos bandeirantes, a canjica, conhecida também como mungunzá em partes do Nordeste, tornou-se um clássico presente em todo o país.

Maçã do Amor: Do Empreendedorismo Paulista para os Arraiais

A vibrante maçã do amor, um ícone visual das festas juninas, nasceu em São Paulo nas mãos do imigrante catalão José Maria Farre Angles. Em 1955, buscando complementar a renda, ele criou o doce com maçãs cobertas por uma calda vermelha cristalizada. O nome “maçã do amor” foi uma inspiração inspirada na história bíblica, e a combinação com o palito se tornou uma inovação registrada, garantindo sua identidade única.

Pé de Moleque: Uma Guloseima Nascida em Estação de Trem

A origem do pé de moleque é atribuída a Matilde Cunha Torino, em Piranguinho, Minas Gerais, por volta de 1936. Ela vendia seus doces caseiros na estação ferroviária, e a tradição conta que o marido, chefe da estação, atrasava os trens para que mais passageiros pudessem comprar. A história mais divertida é a do nome: diz-se que Matilde repreendia crianças que pegavam os doces da janela com um “Não rouba, pede, moleque!”.

Quentão: Da Europa para as Festas Brasileiras

O quentão, bebida quente e aromática, é uma adaptação brasileira do “mulled wine” europeu. Essa bebida à base de vinho aquecido com mel e especiarias, conhecida desde o Império Romano, foi transformada no Brasil com a substituição do vinho pela cachaça, aproveitando a abundância da cana-de-açúcar. Surgido no interior paulista, o quentão se consolidou como um item indispensável nas festas juninas, com versões que coexistem com o vinho quente em algumas regiões.

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

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