Europa enfrenta ‘tempo de esterilidade drástica’, alerta Papa Francisco
O Papa Francisco lançou um forte alerta sobre o declínio demográfico na Europa, caracterizando o cenário atual como um “tempo de esterilidade drástica”. Em um encontro com membros do Intergrupo sobre Demografia do Parlamento Europeu, o pontífice criticou a rejeição dos valores cristãos nas instituições europeias, que, segundo ele, tem levado a políticas contraditórias que, ao mesmo tempo em que se dizem favoráveis à família, promovem o aborto e discriminam a maternidade.
Família como pilar contra individualismo e Estado excessivo
Segundo o Santo Padre, a família, fundamentada no matrimônio entre homem e mulher, é um pilar essencial para evitar tanto a intervenção excessiva do Estado quanto o avanço do individualismo. Ele lamentou a “falha em transmitir as ferramentas materiais e culturais de que os jovens precisam para enfrentar o futuro”, o que, em sua visão, resulta na privação do direito de nascer para muitos e na dificuldade de formar novas famílias.
Dados demográficos alarmantes na UE
O Papa Francisco destacou que os dados demográficos recentes do Eurostat são preocupantes. Todos os países da União Europeia registram taxas de natalidade em declínio desde 2004, com a taxa em 2025 atingindo 7,9 nascidos vivos por 1.000 habitantes e a idade mediana da população europeia chegando a 44,9 anos. Ele enfatizou que esses números “não são meras estatísticas, mas falam de paternidade, maternidade e filhos”, que representam o futuro.
Soluções na dignidade humana e no bem comum
Para o pontífice, a chave para reverter a crise demográfica reside na “dignidade fundamental de todas as pessoas” e no fortalecimento do papel da família como “a primeira e insubstituível escola de vida social”. Ele instou os parlamentares a promoverem a responsabilidade compartilhada e o papel ativo das famílias na vida social, política e cultural. Soluções genuinamente humanas para a crise demográfica, orientadas para o bem comum e o bem-estar das futuras gerações, só podem ser abertas com o respeito e a promoção do lugar central da família, aplicando o princípio da subsidiariedade. O Papa concluiu que “somente uma nova primavera para a família pode transformar o frio invernal de nossas populações envelhecidas!”
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
