Padre Bruno Kant, o Sacerdote Mais Velho do Mundo, Falece Aos 110 Anos na Alemanha

Um Legado de Serviço Sacerdotal Ininterrupto

O padre Bruno Kant, reconhecido como o sacerdote mais velho do mundo, faleceu na noite de sexta-feira, 29 de maio, aos 110 anos. Sua trajetória sacerdotal, iniciada em 1950, foi marcada por uma dedicação inabalável à Diocese de Fulda, na Alemanha. Poucos meses antes de seu falecimento, o Papa Leão XIV enviou uma mensagem de agradecimento ao padre, elogiando seus “muitos anos de serviço sacerdotal fiel e dedicado”.

Recordações de um Pastor Estimado

O bispo Michael Gerber de Fulda relembrou com emoção o encontro que teve com o padre Kant por ocasião de seu 110º aniversário. “Mesmo em idade tão avançada, ele irradiava a humildade, bondade e profundidade espiritual que caracterizaram toda a sua vida sacerdotal”, declarou o bispo, destacando a gratidão da diocese pelo trabalho e serviço de Kant. Na paróquia de Eichenzell-Löschenrod, onde o padre residiu até seus últimos dias, o padre Guido Pasanow ressaltou a importância de Kant para a comunidade. “Perdemos uma pessoa que foi fundamental para ela durante muitos anos”, afirmou, lembrando que ele permaneceu um “confidente, pastor e guia espiritual profundamente estimado por muitos paroquianos” mesmo após sua aposentadoria do ministério ativo.

Uma Vida Marcada pela Resiliência e Fé

Nascido perto de Danzig, na atual Polônia, o desejo de Bruno Kant de se tornar padre remonta à sua infância. No entanto, seus planos foram interrompidos pelo regime nazista, que o convocou para trabalho forçado e, posteriormente, para o serviço militar. Após passar quatro anos como prisioneiro de guerra na Rússia, Kant reencontrou sua família, que havia fugido para o Ocidente. Finalmente, em 1950, realizou seu sonho e foi ordenado sacerdote.

Os Últimos Anos de Oração e Reflexão

Com o avançar da idade, padre Kant reduziu gradualmente suas atividades. Parou de dirigir aos 102 anos e, nos últimos anos, deixou de celebrar missas com a congregação, embora tenha continuado a visitar os enfermos enquanto lhe foi possível. Em declarações anteriores, ele expressou uma profunda serenidade: “Espero morrer todos os dias. Não estou longe disso”. Seus dias eram preenchidos com sudokus, televisão, leitura de jornais e, acima de tudo, oração. “Rezar me mantém jovem”, disse ele, um testemunho de sua fé inabalável que o acompanhou até o fim.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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