México desafia EUA e envia ajuda humanitária a Cuba em meio a sanções americanas

México envia navio com ajuda humanitária para Cuba

Em um movimento que desafia a política externa dos Estados Unidos, o México, sob a liderança da presidente Claudia Sheinbaum, anunciou o envio de um novo navio com ajuda humanitária para Cuba. A decisão visa amenizar o sofrimento da população cubana, afetada pelo endurecimento das sanções impostas por Washington contra a ilha comunista.

“Hoje sai um navio de ajuda humanitária para Cuba. Para de alguma forma amenizar o sofrimento do povo cubano. Vamos continuar enviando ajuda humanitária”, declarou Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária na Cidade do México.

Defesa da autodeterminação e crítica ao embargo

A presidente mexicana reiterou a posição de seu país contra o embargo econômico a Cuba, que perdura desde 1962. Segundo Sheinbaum, o México manterá uma postura de “solidariedade” com Havana e defenderá o “princípio de autodeterminação dos povos”, um valor que, segundo ela, está consagrado na Constituição mexicana.

“O México sempre será fraterno e solidário com todas as nações do mundo, particularmente com Cuba”, afirmou. “Nós acreditamos na autodeterminação dos povos, um princípio que, além disso, está consagrado na Constituição do México”, acrescentou.

Contexto de escalada de sanções americanas

A iniciativa mexicana ocorre em um momento de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o regime cubano. Washington ampliou recentemente o alcance de suas sanções, visando atingir qualquer entidade não americana que mantenha relações comerciais com Cuba, especialmente nos setores de energia, defesa, segurança e finanças. O governo mexicano explicitou seu desacordo com tais medidas desde sua origem.

Ajuda focada em áreas humanitárias

Questionada sobre a possibilidade de o México enviar petróleo à ilha, Sheinbaum explicou que Cuba já recebe esse tipo de apoio da Rússia. Por essa razão, o governo mexicano tem direcionado sua ajuda para outras áreas humanitárias. Recentemente, os EUA intensificaram restrições à entrada de petróleo e combustíveis em Cuba, ao mesmo tempo em que pressionam por mudanças políticas e econômicas na ilha.

A decisão de Sheinbaum de enviar ajuda a Cuba acontece paralelamente a outros pontos de atrito com Washington, como as recentes declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a atuação de cartéis no México e a ameaça de ação militar, caso o governo mexicano não intensifique o combate ao narcotráfico. Sheinbaum, por sua vez, reafirmou que o México atua contra o narcotráfico e está aberto à cooperação, desde que a soberania do país seja respeitada.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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