Lollapalooza Brasil: Câmeras Digitais e ‘Charmeras’ Ganham Espaço em Meio à Era dos Smartphones

A Onda Retrô no Festival

O Lollapalooza Brasil, conhecido por sua energia vibrante e multidões conectadas, presenciou uma cena cada vez mais comum: ao invés de apenas celulares erguidos, um mar de câmeras digitais antigas, filmadoras compactas e dispositivos analógicos capturavam os momentos. Essa tendência foge da instantaneidade dos smartphones, abraçando a imperfeição e um processo de registro mais deliberado.

O Charme da Imperfeição e da Nostalgia

A escolha por equipamentos com hardware limitado e a ausência de pós-processamento imediato refletem um desejo por autenticidade. Fotos e vídeos que não são publicados na hora, com a necessidade de transferência de arquivos ou revelação de filmes, criam uma expectativa e um ‘dump’ de memórias que podem ser revisitadas posteriormente. Larissa Cruvinel, produtora e comunicadora de moda, compartilha dessa visão: “Para mim, a graça está exatamente no pós: é viver primeiro e depois ver os registros”. Ela destaca que o granulado da fotografia analógica e os flashes característicos de câmeras como a Sony Cybershot proporcionam um charme nostálgico, distante dos filtros e da perfeição dos celulares.

Patrocinadores Abraçam a Tendência Y2K

A nostalgia não se limitou aos frequentadores do festival. Marcas aproveitaram a popularidade dos itens retrô para engajar o público. A Flying Fish distribuiu mini câmeras digitais, remetendo à estética Y2K (início dos anos 2000), buscando conectar-se com a busca por autenticidade e o visual ‘cru’ e espontâneo dessa geração. Thaís Soares, diretora de marketing da empresa, explicou que a escolha dialoga com as referências culturais do público, que anseia por algo “mais real, menos perfeito e menos editado”.

‘Newstalgia’ e a Reinterpretação do Vintage

A Budweiser, por sua vez, apostou na ‘newstalgia’ — uma combinação de ‘novo’ e ‘nostalgia’ — ao oferecer gravadores de voz em fita cassete. Mariana Santos, diretora de marketing da cervejaria, observa que há uma forte tendência de revisitar símbolos do passado, com novas gerações reinterpretando o vintage de forma atual. “Os anos 2000 nunca foram tão amados”, conclui, evidenciando como o passado, através de tecnologias icônicas, encontra um novo significado na contemporaneidade.

Fonte: canaltech.com.br

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