Oposição busca mudança com nova votação
O líder da oposição venezuelana, Edmundo González Urrutia, que se autodeclara como o “último presidente eleito da Venezuela” após as eleições de 2024, marcadas por alegações de fraude, manifestou neste sábado (30) seu apoio à realização de novas eleições no país. Em declarações feitas de seu exílio na Espanha, Urrutia afirmou que um novo pleito é o caminho para alcançar uma “democracia real”.
Apelo por eleições livres e supervisionadas
Em uma mensagem divulgada em sua conta na rede social X, González Urrutia, com a autoridade que ele atribui ao seu status de “último presidente eleito”, enfatizou que “nenhuma pressão poderia apagar” a necessidade de o país realizar novas eleições presidenciais “verdadeiramente livres”. Ele declarou que “é o momento de realizar eleições presidenciais que sirvam como instrumento de mudança” e defendeu a participação de “árbitros” internacionais para garantir a lisura do processo eleitoral.
Solidariedade com presos políticos e María Corina Machado
O ex-diplomata também reiterou seu apoio à libertação dos presos políticos e à líder opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Machado tem reivindicado a realização de uma nova votação, especialmente após a captura de Nicolás Maduro durante uma operação militar americana em janeiro. Urrutia destacou a união das forças democráticas, mencionando um encontro recente no Panamá com Machado e outras lideranças, com o objetivo comum de “a liberdade da Venezuela”.
Oposição alega vitória nas urnas
Edmundo González Urrutia, de 75 anos, foi o candidato da Plataforma Unitária Democrática (PUD), a principal coalizão opositora da Venezuela, nas eleições presidenciais de 28 de julho. A PUD alega possuir mais de 85% das atas eleitorais, coletadas por meio de testemunhas e mesários, que, segundo o grupo, comprovam a vitória de Urrutia. No entanto, o governo venezuelano acusa a oposição de apresentar documentos falsos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
