Israel bombardeia Beirute pela primeira vez desde cessar-fogo mediado pelos EUA; Hezbollah rejeita acordo

Israel ataca Beirute após renovação do cessar-fogo

As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um ataque aéreo contra os subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye, neste domingo (7). Esta ação marca o primeiro bombardeio à capital libanesa desde o estabelecimento de um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos na quarta-feira (3).

Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que o ataque foi uma resposta direta aos disparos do grupo terrorista Hezbollah contra o território israelense. “De acordo com a diretriz do primeiro-ministro Netanyahu e do ministro da Defesa Katz, as Forças de Defesa de Israel (FDI) atacaram o quartel-general terrorista no bairro de Dahye, em Beirute, em resposta aos disparos do Hezbollah contra o território israelense”, declarou o comunicado, segundo a agência EFE.

Hezbollah rejeita acordo e trocas de ataques continuam

O acordo de cessar-fogo, renovado na quarta-feira (3) com mediação dos EUA em Washington, previa a criação de “zonas piloto” de segurança no sul do Líbano sem a presença do Hezbollah. No entanto, o grupo terrorista rejeitou o pacto no dia seguinte, e as forças israelenses e o Hezbollah mantiveram trocas de ataques no sul e no leste do Líbano durante a quinta-feira (4).

A condição para a validade do cessar-fogo era o encerramento das operações e ataques do Hezbollah no sul do território libanês. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informou que o ataque deste domingo atingiu dois apartamentos em dois edifícios na área de Hawta al Ghadir, com relatos de feridos.

Justificativa israelense e contexto de conflito

As autoridades israelenses justificam o bombardeio como uma retaliação aos ataques do Hezbollah, tanto no sul libanês quanto nos lançamentos de foguetes contra o norte de Israel. A situação reflete a contínua tensão na região, mesmo após os esforços diplomáticos para estabelecer uma trégua.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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