Israel anuncia reabertura da passagem de Rafah para travessia de pessoas a partir de quarta-feira (18)

Travessia sob coordenação e com supervisão da UE

As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram neste domingo (15) que a passagem de Rafah, ponto estratégico na fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza, será reaberta para o trânsito de pessoas em ambos os sentidos a partir da próxima quarta-feira, 18 de outubro. O local estava fechado desde 28 de fevereiro, período que coincidiu com uma ofensiva israelense contra o Irã, realizada em colaboração com os Estados Unidos.

A reabertura seguirá o modelo anterior, com a travessia de pessoas sendo coordenada em conjunto com o Egito. A entrada e saída de indivíduos dependerão de autorização de segurança prévia de Israel e estarão sob a observância de uma missão da União Europeia. As IDF também comunicaram que serão realizados “controles e identificações adicionais” dos viajantes no posto militar de Regavim.

Desafios no acesso a hospitais e necessidades médicas urgentes

Apesar da reabertura, o trajeto entre a passagem de Rafah e o Hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul de Gaza, que totaliza cerca de 15 quilômetros, pode demandar várias horas para os palestinos. Isso se deve aos múltiplos pontos de controle e inspeções ao longo do caminho. Antes do fechamento recente, Israel autorizava a saída diária de uma média de 13 pacientes e feridos por Rafah, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A passagem havia sido reaberta em 2 de fevereiro, após um período de fechamento quase total desde que Israel assumiu o controle militar da área em maio de 2024. Em fevereiro, mais de 30 pessoas deixaram Gaza diariamente, incluindo acompanhantes de pacientes. Inicialmente, o Ministério da Saúde de Gaza planejava a saída diária de 50 palestinos e a entrada de 150.

Milhares de pacientes necessitam de tratamento especializado

A OMS estima que mais de 18.500 pacientes em Gaza precisam urgentemente de tratamento médico que não está disponível nos poucos hospitais ainda em operação na região. Deste total, aproximadamente 4.500 são crianças com diversas patologias e pacientes crônicos. A situação destaca a crítica necessidade de acesso a cuidados de saúde especializados, que a reabertura de Rafah pode, em parte, facilitar.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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