Irã Critica Austrália por Conceder Visto Humanitário a Jogadoras de Futebol, Acusa de ‘Reféns’

Tensões Diplomáticas Escaladas

O Ministério das Relações Exteriores do Irã expressou forte descontentamento com a Austrália nesta terça-feira (10), após o governo de Camberra conceder vistos humanitários a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do país. O porta-voz iraniano, Ismail Bagaei, qualificou a ação australiana como uma tentativa de manter as atletas “como reféns”, em uma declaração contundente nas redes sociais.

Acusações e Hipocrisia Citadas

Bagaei questionou a decisão australiana, comparando-a a eventos recentes que ele descreveu como ataques com mísseis Tomahawk na cidade iraniana de Minab, que teriam resultado na morte de estudantes. “Mataram mais de 165 estudantes iranianas inocentes em um duplo ataque com Tomahawk […] e agora querem tomar nossas atletas como reféns garantindo que as estão ‘salvando’? A audácia e a hipocrisía são surpreendentes”, afirmou o porta-voz, destacando a percepção de dupla moral por parte da Austrália.

Intervenção Americana e Decisão Australiana

A decisão de conceder asilo foi precedida por um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que solicitou ao governo australiano que abrigasse a seleção feminina iraniana. Trump chegou a afirmar que os EUA receberiam as atletas caso a Austrália não o fizesse. Em resposta, as autoridades australianas confirmaram a concessão de vistos humanitários para cinco das 25 jogadoras convocadas. As demais integrantes da equipe permanecem em Sydney, aguardando seu retorno à Malásia, onde deveriam seguir após a competição.

Apelo por Retorno e Polêmica no Torneio

O Irã insiste no retorno de suas jogadoras, declarando que as espera “com os braços abertos” e as exortando a “voltar para casa”. As atletas, que chegaram à Austrália para a Copa da Ásia feminina antes do início de conflitos internos no Irã, estiveram no centro de uma polêmica ao não cantarem o hino nacional iraniano durante sua estreia contra a Coreia do Sul. Embora tenham cantado o hino em jogos subsequentes, a atitude inicial gerou críticas de emissoras de TV estatais iranianas, que as chamaram de “traidoras”. A seleção iraniana encerrou sua participação no torneio no último domingo, após ser eliminada da competição.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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