Índia Protesta Formalmente Contra os EUA Após Morte de Marinheiros Indianos em Ataque a Petroleiro
O governo da Índia apresentou um protesto formal aos Estados Unidos após um ataque americano contra o petroleiro MT Settebello, que resultou na morte de três marinheiros indianos. O incidente ocorreu na costa de Omã.
Nova Délhi Manifesta Forte Repúdio ao Ataque
O Ministério das Relações Exteriores da Índia convocou o encarregado de negócios dos EUA em Nova Délhi para expressar um “forte protesto” contra a ação. A embarcação, que ostentava a bandeira de Palau, transportava 24 tripulantes indianos. De acordo com as autoridades indianas, 21 marinheiros foram resgatados com vida, mas os três desaparecidos foram posteriormente confirmados como falecidos.
Perda Profunda e Apoio às Famílias das Vítimas
O ministro de Portos, Navegação e Hidrovias da Índia, Sarbananda Sonowal, classificou o episódio como uma “perda profunda” para a comunidade marítima indiana. Ele assegurou que o governo do primeiro-ministro Narendra Modi oferecerá todo o apoio às famílias dos falecidos e determinou a repatriação imediata dos sobreviventes, bem como o retorno dos corpos para que os ritos fúnebres possam ser realizados.
Gestora do Petroleiro Exige Transparência e Nega Ligações com o Irã
A IOS Marine F.Z.E., empresa gestora do MT Settebello, atribuiu publicamente a responsabilidade pelo ataque à Marinha dos Estados Unidos. A companhia solicitou uma investigação transparente e independente, argumentando que as circunstâncias do incidente não foram devidamente esclarecidas. A gestora também refutou veementemente qualquer ligação do petroleiro com o Irã ou o transporte de petróleo iraniano, afirmando que a embarcação operava legalmente em águas internacionais como um navio civil comercial.
Versão Americana: Tripulação Ignorou Instruções e Violou Bloqueio
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) declarou que suas forças atingiram o navio após a tripulação não acatar as instruções americanas. Segundo o órgão militar, a embarcação teria sido alvo por violar o bloqueio imposto pelos EUA contra portos iranianos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
