Mercados em Alerta com Tensão Geopolítica
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (3) em forte queda de 3,28%, negociado aos 183.104,87 pontos. Essa foi a maior desvalorização do índice desde 5 de dezembro do ano passado, quando o mercado reagiu à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A intensificação do conflito no Oriente Médio dominou o sentimento dos investidores, gerando um dia volátil na bolsa brasileira.
Volatilidade e Volume Atípico na B3
Durante o pregão, o Ibovespa chegou a oscilar 9 mil pontos, variando entre a máxima de 189.602,38 e a mínima de 180.518,33 pontos. O volume de negócios atingiu R$ 46,8 bilhões, um patamar incomumente alto para um dia sem vencimento de opções sobre o índice. Esse giro expressivo foi observado em janeiro com o aumento do interesse de investidores estrangeiros em ativos brasileiros.
Desempenho das Ações: Varejo e Commodities em Foco
Na ponta negativa do índice, o setor varejista sofreu os maiores impactos. As ações do Pão de Açúcar lideraram as perdas, com uma desvalorização de 17,78%. Outras empresas do setor, como Yduqs (-6,99%), Assaí (-6,49%) e CSN (-6,06%), também registraram quedas expressivas. Apenas duas ações do Ibovespa conseguiram avançar: Raízen (+6,15%) e Braskem (+3,24%). A Petrobras, que havia impulsionado o índice no dia anterior com altas superiores a 4%, fechou em baixa de 0,74% (ON) e 0,44% (PN), perdendo força no final do pregão.
Perspectivas e Movimentações no Mercado
Com o resultado desta terça-feira, o Ibovespa acumula um recuo de 3,01% na semana e no mês. No acumulado do ano, o índice ainda apresenta uma valorização de 13,64%. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio continua sendo o principal fator de atenção para os mercados globais, com potenciais desdobramentos para o cenário econômico e para o comportamento dos preços de commodities, como o petróleo.
Fonte: jovempan.com.br
