Grupo de Flávio Bolsonaro busca apoio de Alcolumbre para influenciar STF na sucessão do governo do RJ e pressionar Lula

Bolsonaristas articulam apoio de Alcolumbre para sucessão no Rio

O grupo político ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está empenhado em obter o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para resolver o impasse na sucessão do governo do Rio de Janeiro. A estratégia visa garantir a manutenção do poder no estado para o grupo, que vê na retomada do governo fluminense um ponto estratégico para a consolidação de sua influência.

Pressão no Congresso e planos para o governo estadual

Para aumentar a pressão sobre o assunto, as bancadas do PL, União Brasil e PP na Câmara e no Senado planejam obstruir os trabalhos legislativos nesta semana. Essa manobra pode afetar os planos do governo Lula, que busca aprovar o fim da escala 6×1, uma pauta importante de olho nas eleições de outubro. A articulação foi debatida em reunião com o pastor Silas Malafaia e contou com a presença de figuras como Marcelo Crivella e Cláudio Castro.

Diálogo com o STF e o papel de Alcolumbre

Flávio Bolsonaro deve conversar com Davi Alcolumbre para solicitar sua intervenção junto aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), onde um julgamento sobre o caso está em andamento. A intenção é que Alcolumbre utilize a institucionalidade de seu cargo para buscar uma solução junto ao STF. Paralelamente, o primeiro-vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, conversará com o presidente da Casa, Arthur Lira, sobre o tema.

Disputa pela cadeira de governador e o julgamento no STF

O cerne da questão é a disputa pela cadeira de governador do Rio. O grupo de Flávio Bolsonaro deseja que Douglas Ruas assuma o posto de forma legítima, com o objetivo de ter um palanque eleitoral próprio e controle da máquina estadual. Atualmente, o Palácio Guanabara é comandado pelo desembargador Ricardo Couto, que assumiu o cargo após renúncias e prisões na linha sucessória. O julgamento no STF, que definirá se a escolha será por eleição direta ou indireta, está parado desde que o ministro Flávio Dino pediu vista. O placar parcial é de 4 a 1 a favor da eleição indireta, modalidade que favoreceria a articulação política do grupo de Bolsonaro.

Fonte: jovempan.com.br

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