Convenção do PL sem vice definida
A convenção nacional do Partido Liberal (PL), marcada para este sábado (25), se aproxima com uma incógnita significativa para a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro: a definição de quem ocupará a vaga de vice. Nos bastidores, o nome preferido para compor a chapa é o da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, filiada ao Republicanos. No entanto, as negociações para selar essa aliança esbarram em dificuldades que têm levado a campanha a considerar a formação de uma “chapa puro-sangue”, composta unicamente por membros do PL.
Receios de uma chapa interna
A possibilidade de uma chapa sem vice de outro partido é vista por auxiliares e aliados como um indicativo das dificuldades em ampliar o leque de apoio e consolidar alianças para a disputa presidencial. O temor é que uma composição inteiramente formada por nomes do PL possa remeter à eleição de 2022, quando Jair Bolsonaro concorreu com o general Walter Braga Netto, também do PL. Essa configuração, segundo a avaliação interna, teria uma capacidade limitada de atrair novos eleitores e segmentos do eleitorado.
Alternativas dentro do PL e busca por eleitorado feminino
Caso a aliança com o Republicanos não se concretize e Daniella Marques fique fora da disputa, dois nomes do próprio PL surgem como alternativas: as deputadas federais Bia Kicis (DF) e Júlia Zanatta (SC). O consenso entre os aliados é que a vaga de vice deve ser ocupada por uma mulher, estratégia vista como fundamental para tentar diminuir a resistência de Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado feminino e ampliar o diálogo com esse segmento. Daniella Marques, em particular, tem focado seus esforços em conversas com mulheres, especialmente empresárias, nessa frente.
Tratativas anteriores e o papel de Tarcísio de Freitas
Antes de Daniella Marques ganhar proeminência, a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP), era uma forte candidata. Contudo, ela recusou o convite e as tratativas com o PP foram engavetadas após crises envolvendo o banco Master e a sinalização de neutralidade do partido na eleição presidencial. Para tentar destravar a negociação com o Republicanos, aliados de Flávio Bolsonaro depositam esperanças na atuação mais incisiva do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que poderia exercer maior articulação junto à direção nacional da legenda. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que a reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro visa auxiliar na formação dessas alianças estratégicas.
Fonte: jovempan.com.br
