Flávio Bolsonaro confirma novo pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente

Defesa busca benefício humanitário após internação de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou na noite deste sábado (14) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentará um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. A declaração foi feita após o senador visitar o pai no hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após passar mal.

Flávio Bolsonaro argumentou que a permanência do ex-presidente em cárcere sem acompanhamento adequado representa um risco à sua saúde. “Fica aqui mais uma vez o apelo. E espero que nós possamos apresentar o mais rápido possível o pedido de domiciliar humanitária. Só estamos esperando o laudo médio”, afirmou o senador.

Expectativa de sucesso aumenta com quadro clínico e cenário político

A informação sobre o novo pedido já havia sido antecipada pela Jovem Pan. Interlocutores ouvidos pela reportagem avaliam que o estado de saúde mais delicado de Bolsonaro nesta internação, somado ao desgaste do Judiciário com o caso Master e articulações de aliados, podem aumentar as chances da defesa em obter o benefício humanitário.

Apesar de Bolsonaro apresentar quadro estável, seus médicos pessoais defendem que a saúde dele estaria mais protegida em casa. No entanto, peritos que avaliaram o ex-presidente não veem necessidade para a prisão domiciliar.

Decisões anteriores e estratégias para o STF

No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes negou um pedido semelhante, alegando falta de estrutura adequada na Papudinha para atendimentos médicos. A decisão foi referendada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Aliados do ex-presidente, contudo, acreditam que a atual internação pode gerar compaixão nos ministros do STF, especialmente com a proximidade do período eleitoral. Há uma aposta de que o medo de uma possível deterioração da saúde de uma figura política popular influencie os ministros. Em fevereiro, aliados calculavam cinco votos favoráveis à prisão domiciliar, mas a análise da Corte, que conta com 10 ministros em atuação, ainda é incerta. A estratégia de parte dos aliados seria amenizar críticas ao Judiciário caso o benefício seja concedido, embora não haja negociação formal com os ministros.

Posicionamentos e resistência no STF

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso e considerado o mais resistente à possibilidade de prisão domiciliar, juntamente com Dias Toffoli, têm sido citados como os mais afetados pelos desdobramentos do caso Master. A eventual concessão do benefício para Bolsonaro pode ser influenciada por esses fatores, além da avaliação do quadro de saúde do ex-presidente.

Fonte: jovempan.com.br

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