Filiação de vice-governador paulista ao MDB pode afastar Lula do partido, alertam aliados

Ramuth trocou o PSD pelo MDB com apoio de Tarcísio

A filiação do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, ao MDB, articulada diretamente pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), está gerando repercussões significativas no cenário político. A manobra, que insere o MDB no núcleo do governo paulista, enfraquece as articulações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para obter o apoio do partido em nível nacional e reforça a intenção de Tarcísio em controlar sua sucessão no estado.

MDB paulista: neutralidade em relação a Lula e controle na sucessão

Aliados do MDB em São Paulo avaliam que a entrada de Ramuth no partido, ocupando a vice-governadoria do principal colégio eleitoral do país, praticamente encerra as chances de uma aliança nacional com Lula. A expectativa é que a sigla adote uma postura de neutralidade nas próximas eleições. A articulação de Tarcísio visa, ainda, consolidar seu poder sobre a escolha do próximo vice-governador, um movimento que também é disputado pelo PL e pelo PSD.

O rompimento com o PSD e a ascensão de Ramuth

Felício Ramuth, que em 2022 se filiou ao PSD com a intenção de disputar o governo paulista, abriu mão da candidatura para compor como vice de Tarcísio. Essa decisão, parte de uma estratégia de Gilberto Kassab (PSD) para quebrar a hegemonia tucana no estado, foi bem-sucedida. Ao longo do governo, Ramuth se consolidou como um vice leal, aproximando-se mais de Tarcísio do que de Kassab. O projeto de Kassab de ocupar a vaga de vice para viabilizar sua própria sucessão no governo paulista colidiu com a lealdade de Ramuth ao governador, culminando na saída do vice do PSD.

Tarcísio fortalece sua posição e mira a sucessão

A filiação de Ramuth ao MDB contou com o aval de Tarcísio de Freitas, que viu na manobra uma oportunidade de aproximar o partido de sua gestão, que até então não contava com cargos no primeiro escalão. O movimento é interpretado como um recado político do governador: ele deseja ter controle sobre a escolha do vice e, consequentemente, sobre sua sucessão. A vaga de vice, especialmente em um segundo mandato de Tarcísio, é vista como um trampolim para potenciais sucessores, e o governador prefere indicar alguém de sua total confiança, em vez de um nome sujeito a negociações futuras com partidos.

Fonte: jovempan.com.br

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