Europa pode forçar Apple a abrir AirPlay no iOS 27, fim de monopólio histórico do iPhone à vista

A Apple pode ter que ceder em um dos seus recursos mais exclusivos: o AirPlay.

A União Europeia está pressionando a gigante da tecnologia a permitir que protocolos de transmissão de áudio e vídeo concorrentes, como o Google Cast, sejam integrados diretamente ao iOS. Essa mudança, prevista para o iOS 27 em setembro de 2026, inicialmente seria aplicada apenas aos usuários do bloco europeu, mas pode abrir um precedente para futuras versões globais do sistema.

Como o AirPlay funciona hoje e o que mudaria?

Atualmente, o AirPlay desfruta de uma vantagem significativa por ser um recurso nativo do iOS, operando em nível de sistema. Isso facilita o envio de conteúdo de qualquer aplicativo para dispositivos compatíveis. Em contraste, serviços rivais exigem implementações específicas por aplicativo e, muitas vezes, que o mesmo app esteja aberto em ambos os dispositivos simultaneamente. Com a nova regulamentação, essa limitação tende a acabar. Os usuários poderão definir um protocolo de transmissão padrão nas configurações do sistema, simplificando o compartilhamento de músicas, vídeos e fotos sem a dependência da compatibilidade individual de cada aplicativo.

Efeito “prisão” do ecossistema Apple sob ataque

Esta medida faz parte de um esforço contínuo da Europa para reduzir o chamado “efeito prisão” do ecossistema da Apple. Nos últimos anos, a empresa já foi forçada a adotar o USB-C no iPhone na Europa, permitir lojas de aplicativos alternativas e possibilitar a alteração de aplicativos padrão do sistema. Além disso, regras mais recentes ampliaram o acesso de acessórios de terceiros a funções antes exclusivas do Apple Watch, permitindo que smartwatches de outras marcas respondam a mensagens.

Um iPhone mais aberto e integrado

Se a flexibilização do AirPlay se concretizar, será uma das maiores aberturas já vistas no iPhone. A necessidade de usar acessórios e dispositivos certificados pela Apple para uma integração completa seria reduzida. Essa mudança aproximaria o iPhone do modelo adotado por sistemas como Android, Windows e macOS, onde múltiplos protocolos de conectividade coexistem de forma integrada. Embora a implementação inicial seja restrita à Europa, a pressão regulatória por maior interoperabilidade entre plataformas e dispositivos cria um cenário de mudanças significativas para o futuro do iOS e do ecossistema Apple.

Fonte: canaltech.com.br

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