Pentágono Planeja Incursões Específicas no Irã
Comandantes militares dos Estados Unidos estão mobilizando tropas no Oriente Médio para uma possível ofensiva terrestre no Irã nas próximas semanas. Segundo o jornal Washington Post, o plano não contempla uma invasão em larga escala, mas sim incursões direcionadas. Estas operações poderiam envolver unidades de operações especiais e forças de infantaria convencionais, visando objetivos estratégicos específicos.
Ilha de Kharg e Zonas Costeiras no Radar Americano
Um dos alvos potenciais da ofensiva seria a ilha de Kharg, crucial para a distribuição do petróleo iraniano no Golfo Pérsico. Há também planos para avanços em áreas costeiras próximas ao Estreito de Ormuz, com o intuito de localizar e destruir armamentos e bases de lançamento de mísseis que representam ameaças à navegação. Contudo, especialistas militares expressam cautela quanto à viabilidade e segurança de tais operações, citando a capacidade iraniana de lançar drones e artilharia.
Casa Branca Alterna Sinais de Escalada e Diálogo
A Casa Branca tem adotado uma postura ambígua nas últimas semanas, alternando entre declarações sobre o iminente fim de conflitos e ameaças de escalada total caso o Irã não coopere. A secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump está “preparado para desencadear o inferno” contra o regime iraniano se este não cessar suas ambições nucleares e ameaças aos EUA e seus aliados. No entanto, Trump declarou anteriormente que não “colocaria tropas em lugar nenhum”, e o secretário de Estado Marco Rubio indicou que os EUA “podem atingir todos os seus objetivos sem tropas terrestres”. Leavitt ressaltou que os preparativos do Pentágono visam dar ao presidente a máxima flexibilidade, sem que uma decisão final tenha sido tomada.
Oposição Pública e Militar à Ofensiva Terrestre
A possibilidade de enviar soldados americanos para um conflito terrestre no Irã enfrenta forte oposição pública nos Estados Unidos. Uma pesquisa da Associated Press e da Universidade de Chicago revelou que 62% dos entrevistados são contra o uso de tropas terrestres, enquanto apenas 12% apoiam a ideia. Em contrapartida, ataques aéreos contam com o apoio de 33% dos entrevistados. O Irã, por sua vez, reagiu às notícias com o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarando: “Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
